29 de março de 2026
O Xadrez da Vice: O Dilema Estratégico de Fátima Bezerra
Autor: Daniel Menezes
A oficialização das pré-candidaturas ao Governo do Estado jogou holofotes sobre a definição do vice na chapa de Cadu Xavier (PT). Nos bastidores, o consenso é que a vaga deve ser ocupada por uma mulher, criando um diferencial competitivo imediato contra os palanques de Allyson Bezerra e Álvaro Dias, que sinalizam composições puramente masculinas. Nesse cenário, duas figuras aparecem no debate: Marina e Larissa Rosado.
O argumento em favor de Marina, ex-prefeita de Jandaíra, sustenta-se em sua imagem de "leveza" e competência administrativa. Reconhecida como uma boa gestora e bem avaliada, sua presença na chapa teria o poder de anima a militância e apontar para renovação da política. Entretanto, o ponto sensível dessa escolha é o risco da "chapa puro sangue". Críticos alertam que uma composição ligada ao núcleo do PT poderia isolar Cadu Xavier, dificultando a expansão do palanque.
Por outro lado, o nome de Larissa Rosado (PSB) surge como a alternativa para quebrar o isolamento partidário, mas traz consigo o complexo peso do sobrenome. Embora existam divisões internas entre os grupos "Rosados" em Mossoró, a presença de Larissa na chapa governista poderia dar o combustível necessário para o crescimento de Allyson Bezerra.
Estrategicamente, a escolha de Larissa permitiria que Allyson terceirizasse o discurso "anti-PT" para Álvaro Dias, concentrando suas energias no sentimento anti-Rosado. Afinal, toda a narrativa de ascensão e reeleição de Allyson foi construída sobre a promessa de renovação e o fim do que ele classifica como o "atraso de Mossoró". Para o ex-prefeito, enfrentar uma Rosado na chapa estadual seria a oportunidade perfeita para reviver a "saga do herói" que libertou a cidade de Mossoró, transformando o debate de gestão em um embate simbólico entre o novo e o passado.
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