26 de março de 2026

Entre o barulho e o vazio: movimento contra Nilda não tem voto, não tem legitimidade e esbarra na aprovação da prefeita

Autor: Daniel Menezes

A tentativa de fabricar um “Fora Nilda” em Parnamirim, surfando na passagem do senador Flávio Bolsonaro por Natal, revelou mais encenação do que força política real. A faixa plantada buscou criar a aparência de insatisfação popular, mas o verniz caiu rapidamente quando o grupo foi às ruas: em ato diante da Câmara Municipal, não conseguiu reunir sequer dez pessoas. O episódio escancara um movimento que existe muito mais como artifício de derrotados do que na realidade concreta: sem capilaridade, sem adesão e sem qualquer lastro social relevante.

A fragilidade não é casual. Falta ao movimento o essencial na política: voto e legitimidade. A oposição local saiu profundamente desgastada das eleições de 2024, após o ciclo de gestão de Rosano Taveira, enquanto a prefeita Nilda mantém uma administração bem avaliada, o que dificulta qualquer tentativa de construção de um sentimento orgânico de rejeição. Sem base eleitoral, sem enraizamento popular e sem narrativa que encontre eco na população, o movimento não apenas patina; ele simplesmente não prospera.

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