25 de março de 2026
De “a lei vale para todos” do tempo da Lei Seca à seletividade como novo bolsonarista: a contradição de Styvenson ao pedir dignidade para Bolsonaro após ter apoiado sua responsabilização
Autor: Daniel Menezes
A trajetória do senador Styvenson Valentim sempre foi marcada pelo discurso de igualdade perante a lei, especialmente desde sua atuação na Operação Lei Seca, quando ganhou notoriedade defendendo que as regras deveriam alcançar a todos, sem distinção entre cidadãos comuns e figuras poderosas. Esse posicionamento foi reiterado quando classificou como “repugnante” a tentativa de golpe atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro e manifestou apoio às investigações conduzidas pela Polícia Federal, alinhando-se ao entendimento de responsabilização dentro do devido processo legal. À época, sua postura reforçava a imagem de coerência com o princípio de que a lei não deveria ser relativizada conforme o alvo.
No entanto, a recente declaração em apoio ao senador Flávio Bolsonaro, na qual Styvenson fala em “tristeza” e cobra “dignidade” no tratamento dado a Jair Bolsonaro, projeta uma inflexão que levanta questionamentos. Se antes defendia o rigor das investigações e o cumprimento da lei, agora passa a adotar um tom mais leniente diante de um caso que ele próprio tratou com severidade. A dignidade invocada por Styvenson deve ser um princípio universal, válido para todos os presos e investigados, ou estaria sendo aplicada de forma seletiva quando envolve figuras de maior poder político?
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