25 de março de 2026

Caso Master - CEO da Fictor é alvo da PF em operação contra fraudes de R$ 500 milhões

Autor: Daniel Menezes

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Fallax para desarticular um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de apurar crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. Ao todo, são cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva em municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Entre os alvos da operação estão Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor, e Luiz Rubini, ex-sócio da companhia. Segundo a PF, Góis foi alvo de busca e apreensão nesta quarta. O grupo empresarial atua nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura.

De acordo com as investigações, o esquema pode ter causado prejuízos superiores a R$ 500 milhões. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de São Paulo e são cumpridos nas cidades paulistas de Rio Claro, Americana e Limeira, além de endereços no Rio de Janeiro e na Bahia.

Além das ordens judiciais, foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões. A Justiça também autorizou medidas cautelares de rastreamento patrimonial, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

A apuração que deu origem à Operação Fallax começou em 2024, após a identificação de indícios de um esquema estruturado para obtenção de vantagens ilícitas. Segundo a Polícia Federal, o grupo criminoso operava com a cooptação de funcionários de instituições financeiras e o uso de empresas para movimentar valores e ocultar a origem dos recursos.

As investigações apontam que a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular os valores obtidos de forma ilícita. Na prática, funcionários de instituições financeiras teriam inserido dados falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas.

Em seguida, segundo a PF, os recursos eram convertidos em bens de alto valor e criptoativos, estratégia que teria dificultado o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.

O nome de Luiz Rubini também aparece em episódio relacionado ao Banco Master. Rubini participou da tentativa de compra da instituição de Daniel Vorcaro antes da liquidação pelo Banco Central, em novembro.

A Operação Fallax aprofunda o cerco sobre um suposto modelo de fraude que, conforme a PF, combinava manipulação de sistemas bancários, lavagem de dinheiro e uso de estruturas empresariais para encobrir a circulação dos recursos desviados.

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