9 de março de 2026
PF suspeita de crime financeiro em resort Tayayá, ligado à família de Toffoli
Autor: Daniel Menezes
A Polícia Federal apura a existência de supostos crimes financeiros envolvendo fundos ligados ao resort Tayayá, do qual familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli foram sócios por meio da empresa Maridt.
A investigação pretende rastrear possíveis irregularidades a partir da quebra de sigilo de fundos com conexão com o Banco Master e, ainda que de forma indireta, com o Tayayá. A apuração também deve incluir pedidos de Relatórios de Inteligência Financeira ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), para verificar eventuais movimentações atípicas.
O principal fundo sob investigação é o Arleen, apontado como um dos utilizados pelo Banco Master nas fraudes descobertas e como comprador da participação de familiares de Toffoli no resort.
O fundo Arleen tem como cotista o fundo Leal, que, por sua vez, tem como cotista o advogado Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, preso na última quarta-feira (4) e apontado nas investigações como operador do esquema.
Por ocupar uma cadeira no STF, Dias Toffoli não pode ser investigado diretamente pela Polícia Federal. Caso a corporação encontre indícios de irregularidades que exijam aprofundamento, deverá encaminhar um documento com os achados ao ministro André Mendonça, relator dos inquéritos que envolvem o Banco Master no Supremo.
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