9 de março de 2026
Linha do tempo reúne episódios que aproximaram o nome de Flávio Bolsonaro de investigações e personagens ligados a milícias e facções no Rio
Autor: Daniel Menezes
Ao longo das últimas duas décadas, o nome do senador Flávio Bolsonaro apareceu em diferentes episódios envolvendo personagens posteriormente investigados por ligação com milícias no Rio de Janeiro. Embora o parlamentar negue qualquer relação com organizações criminosas, reportagens e investigações do Ministério Público e da imprensa apontaram conexões políticas, homenagens e relações institucionais com figuras que se tornaram alvo de operações policiais. Abaixo, uma linha do tempo com os principais episódios mencionados em reportagens de veículos como G1, Folha de S.Paulo, CNN, O Globo e Veja.
2003–2005 – Homenagem a policial que se tornaria chefe de milícia
Quando era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro concedeu a Medalha Tiradentes ao ex-capitão do BOPE Adriano da Nóbrega. Anos depois, Adriano seria apontado pelo Ministério Público como um dos líderes da milícia conhecida como Escritório do Crime. A homenagem foi revelada em reportagens da revista Veja e do jornal O Globo, após a morte de Adriano em 2020 em operação policial na Bahia.
2007–2018 – Parentes de miliciano no gabinete e caso das rachadinhas
Durante o período em que Flávio foi deputado estadual, o gabinete dele na Assembleia Legislativa empregou a mãe e a ex-esposa de Adriano da Nóbrega como assessoras parlamentares. O fato foi revelado em investigações do Ministério Público do Rio no caso das “rachadinhas”, esquema que apurava devolução de parte dos salários de assessores. As contratações teriam sido indicadas pelo então assessor Fabrício Queiroz, policial militar aposentado e amigo de Adriano. As informações foram divulgadas por G1, Folha e O Globo durante as investigações.
2018–2020 – Investigações ampliam debate sobre relações políticas
Com o avanço das investigações sobre as rachadinhas, a relação entre Queiroz e policiais ligados a grupos de milícia voltou ao centro do debate político e judicial. Reportagens indicaram que Adriano da Nóbrega frequentava ambientes ligados ao grupo político de Flávio e mantinha proximidade com Queiroz. O senador afirmou reiteradamente que conhecia Adriano apenas como policial militar condecorado e negou saber de qualquer atividade criminosa.
Anos recentes – Episódios envolvendo aliados políticos investigados
Nos últimos anos, outras controvérsias surgiram envolvendo personagens do entorno político do senador. Reportagens citaram relações políticas ou proximidade com figuras como o presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e o deputado TH Joias, que apareceram em investigações relacionadas a redes criminosas no estado. Mais recentemente, também repercutiu a prisão de um secretário estadual ligado ao governo fluminense indicado por Flávio Bolsonaro, caso que foi associado por veículos de imprensa a suspeitas de ligação com facções criminosas.
Negativa e disputa narrativa
Flávio Bolsonaro sempre negou qualquer ligação com milícias e afirma que as conexões apontadas são fruto de distorções ou de relações institucionais comuns na política. Ainda assim, os episódios continuam sendo frequentemente citados por adversários políticos e analistas como parte de um histórico de controvérsias envolvendo o entorno do senador e personagens posteriormente investigados por participação em organizações criminosas.
Fontes citadas em reportagens: G1, O Globo, Folha de S.Paulo, CNN Brasil, Congresso em Foco e revista Veja.
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