4 de março de 2026

Operação da PF contra fraude em licitação, que afastou prefeito bolsonarista de Macapá, cumpre mandados em Natal e mais duas capitais

Autor: Daniel Menezes

Da Tribuna do Norte - A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta desta quarta-feira (4), a segunda fase da Operação Paroxismo, com o objetivo de aprofundar as investigações que apuram um possível esquema de fraude à licitação no âmbito de contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá. 

Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Natal, Macapá (Amapá) e Belém (Pará), todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O Tribunal também determinou o afastamento de servidores públicos dos seus cargos pelo período inicial de 60 dias.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, há indícios da existência de um esquema criminoso, envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no projeto de engenharia e execução das obras do Hospital Geral Municipal da capital amapaense.

Segundo a CNN, o STF afastou do cargo o prefeito de Macapá (AP), Antônio Furlan, conhecido como Dr Furlan (MDB), e seu vice, suspeitos de fraudes na construção do Hospital Geral do município. A decisão é do STF por envolver emendas parlamentares no hospital.

Do blog - Por que há mandados em Natal  - Os mandados não significam que o esquema tenha ocorrido no RN, mas indicam que pessoas, empresas ou estruturas financeiras ligadas ao caso possuem vínculos ou endereços na cidade. Por isso, a operação cumpriu diligências em Macapá, Belém e Natal, buscando documentos, dispositivos eletrônicos e registros que possam comprovar a atuação do grupo investigado. Na prática, esse tipo de operação interestadual acontece quando a PF identifica ramificações do suposto esquema em outros estados, como empresas de fachada, movimentações bancárias ou contratos vinculados às licitações investigadas.

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