7 de fevereiro de 2026

Ibama aplica multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras por vazamento de fluido na Foz do Amazonas

Autor: Daniel Menezes

G1 - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras após a descarga de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa no mar. O incidente ocorreu em 4 de janeiro de 2026, a partir da instalação Navio Sonda 42 (NS-42), que operava na Bacia da Foz do Amazonas.

Segundo o Ibama, o material é uma mistura oleosa utilizada em atividades de exploração e produção de petróleo e gás. A substância contém componentes classificados como de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema aquático, conforme a Lei nº 9.966/2000 e a Instrução Normativa nº 14/2025.

A autuação foi lavrada pelo Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas (Ceneac), da Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro). A Petrobras tem prazo de 20 dias para pagar a multa ou apresentar defesa administrativa.

 

O que diz a Petrobras

 

Ao g1, a Petrobras informou que recebeu o auto de infração e que vai tomar as providências cabíveis. A empresa reiterou que o fluido descarregado é biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico, conforme a Ficha de Dados de Segurança do produto. Ainda segundo a estatal, o material atende a todos os parâmetros exigidos pelo órgão ambiental e “não gera qualquer dano ao meio ambiente”.

 

Sobre o vazamento de fluido

 

A Petrobras informou em 6 de janeiro que interrompeu a perfuração na Foz do Amazonas após identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares — tubulações de apoio que ligam o navio-sonda ao poço Morpho. O local fica a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.

Segundo a estatal, o vazamento foi identificado no dia 4 de janeiro e imediatamente contido. A operação foi interrompida para que as tubulações fossem levadas à superfície, avaliadas e reparadas.

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