4 de fevereiro de 2026
CASO EPSTEIN EM NATAL - saiba quais os nomes descobertos em e-mails da operação para levar jovem de Natal "pobre e bonita" aos EUA
Autor: Daniel Menezes
E-mails de 2011 vinculados ao processo que envolve Jeffrey Epstein colocam Natal (RN) no circuito internacional do caso. As mensagens, analisadas a partir de documentos judiciais e debatidas em fóruns públicos, mencionam explicitamente a capital potiguar e descrevem a organização de uma viagem de uma jovem brasileira para fora do país. O conteúdo passou a ser reexaminado após trabalho colaborativo de usuários dos subreddits r/brazil, r/natal e r/epstein, com base exclusivamente em fontes abertas (OSINT).
Nos e-mails consta o nome Alexia como a pessoa que mantém contato direto e recorrente com Epstein. Nas mesmas trocas aparece Jamilly, identificada como a jovem mencionada nos trechos relacionados ao Brasil-Natal/RN. As mensagens indicam que Alexia e Jamilly estavam em Natal, que Jamilly mora nos arredores da cidade, vem de família muito simples, não fala outro idioma, nunca viajou e não possuía passaporte à época. Em diferentes trechos, Alexia pede orientações sobre viagem, valores, documentos e logística para levar Jamilly ao exterior; há também pedidos de mais fotos e informações, com a conversa tratando diretamente da organização da ida da jovem.
Do cruzamento dos documentos emerge um padrão operacional: Epstein ↔ Alexia (contato direto); Alexia → organização, fotos e logística; Jamilly → jovem citada como a pessoa que seria levada de Natal. A partir desse material, pesquisadores independentes afirmam ter identificado, via dados públicos, uma pessoa com o mesmo nome e sobrenome citados nos e-mails, com ligação a empreendimentos em Natal, inclusive com referências patrimoniais elevadas. Os nomes completos não foram divulgados pelos pesquisadores neste estágio.
Os responsáveis pelo levantamento ressaltam que não se trata de acusação nem de conclusão criminal. O objetivo é contextualizar a referência documental, registrar que as pessoas citadas foram localizadas por meio de registros públicos e informar que o material reunido está sendo organizado para encaminhamento à imprensa. Especialistas lembram que menção em e-mails não equivale a culpa, mas defendem apuração rigorosa das autoridades diante do teor das mensagens e da possível conexão com uma jovem brasileira em situação de vulnerabilidade.
