Política

Atualizada em 21/02/2017 às 21h02

Clamei, no deserto, pelo debate aberto, franco e respeitoso entre movimentos sociais, prefeitura, representações legislativas e sindicato dos empresários de ônibus de Natal (SETURN), que deseja elevar a tarifa. O incremento no valor já foi autorizado por Carlos Eduardo Alves. Porém, falta apenas definir o valor exato.

A desconfiança generalizada impede que movimentos sociais e representantes políticos sentem e dialoguem com a prefeitura do natal e Seturn. E a consequência é sempre negativa para o usuário. Quem pode menos acaba pagando mais.

Ocorre que há um jogo do sindicato dos trabalhadores de transporte urbano (Sintro) com o Seturn não tem, como diz o outro, nem mais graça. A sequência funciona assim: o Seturn reclama, o Sintro paralisa os ônibus, reclamando das condições de trabalho, deixando o usuário na mão e, logo em seguida, o aumento é referendado pela Prefeitura, que fará também pose de quem fala grosso.

Hoje, o Seturn botou o Sintro nas ruas. Os trabalhadores alegaram que não receberam os seus vencimentos.

Quá Quá Quá.

Quanto jogo de cena. E mais: é sempre o mesmo. Falta charme, demagogia, criatividade. Mas isto não é o pior. O revés mesmo está no fato de que eles sempre conseguem o que querem.


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Política

Atualizada em 21/02/2017 às 19h02

O governador em exercício, Fábio Dantas, deu posse a Ivan Lopes Júnior, para exercer o cargo de titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), no início da tarde desta terça-feira (21).

 

Ivan Júnior é farmacêutico bioquímico, formado pela Universidade Potiguar e possui especialização em saúde pública pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Na política, foi prefeito por duas vezes do município de Assú (2009/2016) e presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) em 2016. Além disso, ele também foi presidente dos Consórcios de Gestores e Resíduos do Vale do Açu.


Do Blog: conforme o blog também adiantou, o secretário da Semarh, Mairton França, permanecerá como secretário adjunto.

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Política

Atualizada em 21/02/2017 às 19h02

Do Uol - Em sabatina no Senado para sua indicação a ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes disse que vai atuar com "imparcialidade" em temas referentes à Operação Lava Jato que envolvam membros do governo Michel Temer (PMDB), caso seja aprovado para a vaga.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) quis saber se Moraes se declararia impedido de julgar casos envolvendo governistas por ser ministro da Justiça, atualmente licenciado do cargo. Moraes respondeu apenas que atuará com "imparcialidade".

Além do próprio presidente Temerministros do governo também são citados em delações de ex-executivos e em planilhas de repasse de valores da empreiteira Odebrecht. Todos negam irregularidades.

"Eu, se aprovado for, atuarei com absoluta imparcialidade e independência e, caso a caso que me chegar, analisarei nos termos do regimento interno [do STF] e do Código de Processo Civil se é caso de impedimento ou suspeição", disse Moraes.

O indicado ao STF afirmou que diversos ministros e ex-ministros da Suprema Corte possuíam atuação política antes de assumirem os cargos.

Moraes também afirmou que dificilmente atuará nos processos da Lava Jato. Isso porque, segundo ele, as ações da operação são julgadas pela 2ª Turma do STF, e a vaga para qual ele foi indicado é na 1ª Turma.

Em tese, Moraes atuaria apenas em processos da Lava Jato que fossem julgados no plenário do Supremo, hipótese prevista para ações que envolvam o presidente da República e os presidentes da Câmara e do Senado.

Segundo o regimento do STF, Moraes seria o ministro revisor dos processos da Lava Jato na corte, podendo dar sugestões ao relatório do relator, documento que faz uma espécie de resumo dos fatos e provas de um processo.

Não há "desmonte" na Lava Jato

Ao responder à pergunta da senadora Regina Sousa (PT-PI), Moraes afirmou que não há "desmonte" da Operação Lava Jato e que os delegados que deixaram a operação o fizeram por assim terem solicitado, por motivo de promoção na carreira na Polícia Federal ou mudança para outros Estados.

"Não há nenhum desmonte", disse. "Todos os delegados que saíram nesse período foi por pedido", afirmou Moraes.

Ele disse ainda que deu apoio à operação durante sua gestão à frente do Ministério da Justiça, órgão ao qual a PF é ligada administrativamente.

"No período que assumi o ministério nós reforçamos a Lava Jato com mais agentes, mais peritos, mais orçamento. Tanto que, já disse aqui, dois dos coordenadores [da Lava Jato] no Ministério Público elogiaram minha conduta enquanto ministro e minha indicação ao Supremo Tribunal Federal", disse Moraes.

Prisão em segunda instância

Anteriormente, Moraes havia afirmado ser favorável à prisão de condenados em segunda instância. "O princípio da presunção de inocência previsto na Constituição Federal não impede nem as prisões preventivas nem as prisões por decisão de segundo grau", disse.

O caso foi tratado recentemente pelo STF, e a prisão a partir da segunda instância passou por placar apertado de 6 votos a 5

Investigadores da Operação Lava Jato afirmam que a proibição de cumprimento de pena após a condenação em segunda instância poderia dificultar a realização de novas delações premiadas, o que poderia dificultar as investigações.

O argumento é de que se só puderem cumprir pena após os recursos chegarem ao STF e ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), eventuais delatores apostariam em protelar os processos por meio de recursos judiciais.

Moraes também evitou dizer se vai se declarar impedido de julgar e possivelmente assumir a relatoria dos recursos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) contra o impeachment

MORAES: NADA CONTRA QUEM EXERCE A ADVOCACIA, INCLUSIVE PARA O PCC

Tramitação

A indicação de Moraes, ministro licenciado da Justiça, precisa ser aprovada em votação secreta na CCJ com o apoio da maioria dos 27 membros titulares (em caso de ausência, os suplentes votam).

Em seguida, a indicação precisa ser votada no plenário do Senado, onde é necessário o apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores, a chamada maioria absoluta.

A votação no plenário também é secreta e não há a previsão de discursos de senadores, contra ou a favor, durante a votação.
Se passar no plenário, o Senado comunica a aprovação ao presidente da República, que realiza a nomeação do indicado, por meio de publicação no Diário Oficial da União.

Após a nomeação, o STF marca uma data para a cerimônia de posse no cargo, que costuma contar com a presença de autoridades como os ministros da corte, o presidente da República e os presidentes da Câmara e do Senado.

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Política

Atualizada em 21/02/2017 às 19h02

Da Reuters - A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, nesta terça-feira (21), aumentar a receita das empresas transmissoras de eletricidade para quitar cerca de R$ 54,4 bilhões em indenizações devidas a elas pela União desde o final de 2012, quando elas aceitaram renovar antecipadamente contratos de concessão em condições propostas pelo governo.

Na época, a então presidente Dilma Rousseff prometeu indenizar as elétricas por investimentos ainda não amortizados em troca de um novo contrato com forte corte de tarifas para impulsionar a indústria e o consumo, mas uma definição sobre o pagamento efetivo das compensações foi sendo adiada por anos --em parte, justamente, devido ao enorme impacto tarifário.

Indenizações têm juros e correção financeira

A interminável discussão sobre as indenizações também desagradou investidores, que praticamente desapareceram dos leilões para concessão de novos projetos de transmissão entre 2013 e 2016, quando o governo publicou uma portaria que prometia começar os pagamentos neste ano.

Essa demora ajudou a piorar o problema, uma vez que as indenizações contam com direito a correção financeira, como juros.

Conta ficou para o consumidor

Além disso, a previsão original era de que as compensações fossem quitadas com um fundo do setor elétrico criado especialmente para isso, a Reserva Global de Reversão (RGR), mas outros usos já drenaram os recursos dessa conta e levaram o governo a optar pelo repasse às tarifas.

"Isso era para ter sido pago em 2013, e não foi pago. O fato de não ter sido pago naquela época imputou um valor para o consumidor, que não teve nenhuma gestão na decisão de pagar ou não pagar", disse o diretor da Aneel Reive Barros, responsável pelo processo sobre as compensações na reguladora.

Ele disse que o valor original das indenizações é de R$ 19,2 bilhões e que outros R$ 35,2 bilhões serão pagos somente em componentes financeiros devido ao adiamento.

Pagamento em oito anos

Os pagamentos às elétricas começarão em julho e se estenderão por oito anos, com os recursos sendo arrecadados por meio de um encargo cobrado nas contas de luz para remunerar a atividade de transmissão de energia.

A Aneel estimou que a alta nesse encargo deverá ter um impacto médio de 7,2% no momento dos reajustes tarifários das distribuidoras neste ano, embora outros itens possam pesar para cima ou para baixo nas tarifas.

Entre as principais empresas beneficiadas pelas indenizações estão subsidiárias da Eletrobras, a privada Cteep e as estaduais Cemig e Copel.

Indústria ameaça ir à Justiça

O alto valor das indenizações foi alvo de pesadas críticas por parte da indústria eletrointensiva, representada pela associação Abrace, que participou da reunião da Aneel nesta terça-feira e ameaçou ir aos tribunais para evitar um forte aumento de custos com os pagamentos.

"Parece que estamos sendo induzidos a ir à Justiça, que é o que não se quer, sequer temos um advogado contratado, mas parece que o caminho é esse", lamentou o presidente da Abrace, Edvaldo Santana.

O dirigente, que era diretor da Aneel na época em que o governo Dilma prometeu reduzir as tarifas, em 2012, não poupou ataques ao resultado das medidas tomadas à época e disse que sempre se posicionou contra o caminho adotado pelo governo.

Já a Abrate, associação que representa as empresas de transmissão, comemorou a decisão da Aneel.

"São valores devidos. A segurança jurídica reposiciona-se com esse ato. Questionar a legitimidade das indenizações é questionar o direito dos fatos, o direito líquido e certo de recuperar os investimentos realizados", disse o presidente da entidade, Mário Miranda.

(Por Luciano Costa, de São Paulo)


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Economia

Atualizada em 21/02/2017 às 19h02

Da Reuters - BRASÍLIA, 21 Fev (Reuters) - O texto-base com o qual o Palácio do Planalto trabalha para fazer a reforma tributária, preparado pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), prevê a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) nacional e a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que o governo descartou até hoje, para financiar o rombo da Previdência.

Mas ainda há resistências dentro do próprio governo federal, sobretudo da equipe econômica.

"A CPMF vai substituir o IOF [Imposto sobre Operação Financeira] porque o IOF é nocivo, ele atinge o crédito", disse o deputado ao sair de uma primeira reunião sobre o tema no Palácio do Planalto. Questionado sobre o valor da alíquota, Hauly afirmou que seria "mínima, como era antigamente". "O importante é o IVA, o imposto de renda. Ficaria do mesmo tamanho, não é nada assustador."

Se for recriada com a mesma alíquota que tinha quando foi derrubada, de 0,38%, a CPMF poderá representar cerca de R$ 30 bilhões por ano. "Uma contribuição de movimentação financeira para ajudar a arrecadação do INSS empregado-empregador, onde está o maior rombo do governo", disse Hauly.

Essa é a mesma proposta que foi feita pelo governo de Dilma Rousseff ao tentar recriar a CPMF, em 2015, com a intenção de financiar a Previdência. A proposta foi bombardeada no Congresso Nacional pelo partido de Hauly e a oposição na época, com o apoio do então vice-presidente Michel Temer.

Fim do ICMS

Hauly defendeu, no entanto, que o ponto central da sua proposta é a criação do IVA, que substituiria os ICMS estaduais. Seria, de acordo com o deputado, um imposto de valor agregado com cobrança-destino.

Além disso, o texto prevê a criação de um imposto seletivo monofásico nacional, um Imposto de Renda progressivo e o "fortalecimento dos impostos patrimoniais": IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), entre outros.

"Esse desenho singelo extingue nove tributos: ISS [Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza], ICMS [Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços], IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], PIS [Programas de Integração Social], Cofins [Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social], Cide [imposto sobre combustíveis], salário-educação, CSLL [Contribuição Social sobre o Lucro Líquido]", defendeu Hauly, além do fim do IOF.

Governo discute 'simplificação tributária'

O governo começa a discutir a reforma --que Temer prefere chamar de "simplificação tributária"-- em cima da proposta de Hauly. No entanto, há resistência em relação à criação da CPMF e ao IVA, apesar de esta ser também recomendação feita ao governo pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão.

"Estamos estudando propostas que existem, especialmente a do deputado Luiz Carlos Hauly. Mas a do relator não é a final, está sendo elaborada", afirmou Gastão Toledo, assessor especial da Presidência escalado por Temer para coordenar a reforma tributária. "Não temos uma definição sobre a proposta que vai ser apoiada pelo governo.

Segundo Toledo, o governo tem a expectativa de aprovar as mudanças tributárias até o final do ano, mas não há ainda um cronograma.

(Edição de Patrícia Duarte)

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Política

Atualizada em 21/02/2017 às 19h02

POR PAINEL - FOLHA

Casa de ferreiro Michel Temer sinalizou à bancada do PMDB que considera ter ido além do limite sua pressão pelas nomeações do ministro da Justiça e do líder do governo na Câmara. O Planalto avalia que os dois cargos, assim como a chefia de algumas comissões, precisam ser definidos em conjunto para permitir compensações. Ao entrar em guerra pública pela Justiça sem indicativo de que será atendida, analisa o governo, a bancada coloca Temer em posição delicada e pode ampliar o racha na base.

Fala comigo Temer deve receber nesta terça (21) os deputados da base que participam da comissão que discute a reforma da Previdência. O grupo é considerado a “tropa de choque” do Planalto.

Vai esticar Fora dela, governistas já dão de barato que o Executivo terá de ceder em penduricalhos e liberar, por exemplo, extras para quem exerce atividade de risco.

Eu pulo Figurão do PT no Senado e membro da CCJ, Jorge Viana foi a Israel e não sabatinará Alexandre de Moraes. O também petista Humberto Costa abdicou da suplência na comissão para viajar.

Na janelinha A comitiva formada por Viana, Kátia Abreu, Ricardo Ferraço e Ana Amélia foi a Israel sem ônus para a Casa. Já a ida de Costa custará R$ 18 mil. Ele diz que não viaja a convite.

Pra cima Randolfe Rodrigues pretende pedir de cara o adiamento da sabatina alegando que Moraes omitiu que sua mulher advoga no STF. Já Ronaldo Caiado, que tem feito oposição informal a Temer, preparou um roteiro puxado e avisou que “não vai alisar”.

Copia e cola Após a notícia de que um livro publicado por Moraes tem trechos idênticos aos de uma obra espanhola, a USP enviou e-mail orientando professores a usar uma plataforma de verificação de semelhança de artigos.

Olho no lance A mensagem diz: “É importante salientar que o programa identifica automaticamente similaridades no texto, cabe ao professor definir se este fato se traduz ou não em plágio”.

Vida que segue O Supremo pode voltar a decidir, em março, se governadores podem ser processados pelo STJ sem aval das Assembleias. Luís Roberto Barroso já se manifestou no sentido de que não é válida a exigência de licença prévia dos Legislativos.

Suadeira A aprovação da privatização da Cedae (companhia de água e esgoto do Rio) deu um respiro ao governador Luiz Fernando Pezão. Ele disse a interlocutores que agora vai voltar ao ministro do STF Luiz Fux para tentar antecipar a ajuda da União.

Na praia Naufragou a candidatura de Carlos César (PSB) à presidência da Assembleia de São Paulo. Ele teria apoio do “bloquinho”, formado por PSB, PV, PPS, PR, PSC, PTN, PSL, PP e PEN — e a simpatia de petistas contrários à aliança com o PSDB.

Tudo certo Nas negociações com os tucanos, o grupo deve ficar com um cargo na Mesa Diretora da Casa e, assim, juntar-se a Cauê Macris.

Made in… Depois do road show pela Europa e pelos EUA para encontros com investidores, auxiliares do governador Geraldo Alckmin preparam viagem para a China.

Vem com a gente O governo de SP apresentará aos chineses como “oportunidades de negócios” as rodovias, o metrô, os projetos de habitação e os aeroportos que serão leiloados ainda neste ano.

Nas nuvens João Doria voltou dos Emirados Árabes com jornais do Golfo Pérsico debaixo do braço. A imprensa local tratou a maratona do prefeito de SP na região como “um passo importante para o estreitamento das relações comerciais entre os países”.

Não, obrigado Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares, foi sondado para disputar o comando do PT paulistano. Recusou.


TIROTEIO

Não houve obstrução de Justiça. A nomeação de Lula para a Casa Civil apenas mudaria o foro. Quer dizer que no STF se faz a antijustiça?

DE ALBERTO TORON, advogado de Dilma Rousseff, sobre a Polícia Federal ter dito que a ex-presidente, ao lado de Lula e Mercadante, tentou obstruir a Lava Jato.


CONTRAPONTO

Data vênia

Na véspera da sabatina de Alexandre de Moraes no Senado, que acontece nesta terça-feira (21), o centro acadêmico da Faculdade de Direito da USP organizou um ato contra a sua indicação para o Supremo Tribunal Federal.

Organizadores lamentavam que apenas cerca de cem pessoas compareceram ao evento — realizado durante as férias da universidade e em clima de Carnaval.

— Até nisso ele dá sorte — afirmou um deles.

Ao microfone, o professor Sérgio Shecaira disse que Moraes não preenchia requisitos básicos. Entre eles, o da reputação ilibada e do notório saber jurídico. E ironizou:

— O conhecimento jurídico não é dele, é de terceiros…

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Política

Atualizada em 21/02/2017 às 10h02

A secretaria de meio ambiente e recursos hídricos do RN, SEMARH, tem novo secretário. Trata-se do ex-prefeito de Assú e ex-presidente da Federação dos Municípios do RN, Ivan Junior (PSD). Ele substitui Mairton França, indicado de Silveira Junior, ex-prefeito de Mossoró, que cometeu muitos erros na condução política de seu grupo desde que resolveu saiu candidato em 2016 na capital do oeste.

A mudança traz relevo à pasta. Ivan Junior é um gestor experiente, saiu da prefeitura de Assú bem avaliado e ampliou o poder de atuação da FEMURN. É, portanto, um líder político que sabe o que precisa fazer para impulsionar ainda mais a Semarh.

Mairton França, economista e professor da Uern, é um técnico que trabalha com afinco. E, na nova arquitetura da secretaria, isto não foi desconsiderado. Tanto que o convite foi feito para que Mairton permanecesse na equipe, ocupando o espaço de secretário adjunto da Semarh.

Com isso, a pasta ganharia projeção política, através de um nome de peso alinhado com o grupo do governador, e, ao mesmo tempo também, conservaria viés técnico que marcou o caminhar dos trabalhos naquela área do Estado.

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Política

Atualizada em 21/02/2017 às 02h02

Do Estadão - O líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), discursou por quase uma hora no plenário do Senado, nesta segunda-feira (20), para se defender das acusações de que tenta atrapalhar a Operação Lava Jato. Ele acusou a imprensa de tentar fazer o "linchamento" dos políticos.

Após recuar do projeto que poderia blindar os membros da linha sucessória da presidência, na semana passada, Jucá foi hostilizado ao desembarcar em aeroporto de Boa Vista, na última sexta-feira (17). Citando referências históricas, Jucá afirmou que a imprensa "aponta a guilhotina" para os parlamentares e depois "parte para o estraçalhamento".

"Está parecendo que estamos vivendo o período da inquisição, ou a Revolução Francesa. Estão querendo pregar em todos nós a estrela de Israel no peito, como os nazistas pregaram nos judeus que viviam na Alemanha. No passado, a turba fazia linchamentos, hoje quem tenta fazer é a imprensa e setores da sociedade", atacou. O líder do governo se referia à estrela de Davi, símbolo do Judaísmo que era costurado nas roupas dos judeus no período nazista, na Alemanha, para identificá-los.

O peemedebista disse ainda que os jornalistas teriam pressionado parlamentares a retirar as assinaturas na última quinta-feira (16). Após as notícias sobre a sua proposta ser divulgada, pelo menos dois senadores desistiram do apoio ao texto.

"Estamos agora sofrendo patrulhamento na tramitação de projetos? Isso comigo não funciona", declarou.

Ele afirmou que recuou da proposta para que o Congresso coloque "os pontos nos is" e "não se diminua". "Da minha parte, não haverá diminuição", continuou. Após o discurso, ele avaliou que a proposta pode ser discutida novamente no futuro.

Ele criticou ainda o vazamento das delações premiadas pelos jornalistas, que chamou de "nova vivandeiras e carpideiras". "É liberdade imprensa vazar um pedaço de delação? E a que preço essa imprensa recebe o pedaço da delação? Não sei", continuou.

O líder do governo possui um projeto em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que propõe o fim do sigilo para todos os acordos de delações premiadas. O intuito, afirmou, é garantir "mais clareza" aos processos.

Jucá afirmou que os profissionais da imprensa "choram defuntos ainda vivos", citando nomes de alguns colunistas. "Quero dizer com muita tranquilidade, aos meus adversários e a quem quer me marcar com uma estrela no peito: eu não vou morrer de véspera, eu não me entrego, eu sei o que eu defendo, eu sei o que eu fiz, e eu sei o que vou fazer." O peemedebista assegurou que continuará apresentando propostas polêmicas. "Jucá é sinônimo de uma madeira que não quebra e não se enverga."

O líder do governo voltou a explicar os motivos que o levaram a apresentar a PEC que iria impedir a eventual investigação e o julgamento dos presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele disse que o objetivo era garantir a independência entre os poderes e negou que tenha por objetivo atrapalhar a Operação Lava Jato.

Investigado na operação, Jucá "pediu" para que os procuradores "concluam" os seus inquéritos. "Façam um mutirão Romero Jucá. Juntem-se e investiguem o que tiver que investigar. Para mim, não há problema", discursou.

Jucá concluiu o pronunciamento explicando que a gravação feita pelo ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, onde aparece dizendo que é preciso "estancar a sangria", não se referia à Lava Jato, mas ao "desmonte" do País promovido pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff. "A Lava Jato não é sangramento, é remédio", defendeu.

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Política

Atualizada em 21/02/2017 às 01h02

Do O Globo - BRASÍLIA — O empresário Alexandre Margotto afirmou em sua delação premiada que Eike Batista pagou propina para conseguir liberação de recursos do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). Segundo Margotto, a negociação envolveu o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, que era seu sócio, e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Margotto relata que Funaro bradava ter muito poder, a ponto de peitar Eike quando ele era um dos dez homens mais ricos do mundo e ainda não estava preso em Bangu.

- Nem sei o quanto era euforia ou realidade. O Eike na época era considerado um dos dez homens mais ricos do planeta. E (Funaro) falando: ah, ele acha que eu vou lá conversar com ele, eu não vou não, ele que venha até meu escritório, se ele acha que ele tem a turma do PT, ele vai ver a dificuldade que ele vai ter para pegar esse empréstimo - afirmou Margotto, acrescentando:

— E assim, meio se enaltecendo pelo poder do não, do veto. E, segundo ele, depois de um tempo falava pro Fábio: não faz nada, não assina nada, esse cara não vai ter um real, tá pensando o quê. Enfim, depois ele narrou para mim que ele tinha por intermédio de Joesley Batista marcado num lugar neutro,porque Eike não ia no escritório dele (Funaro) de jeito nenhum. Talvez por ego.

Fábio é Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa que fazia parte do esquema. Joesley Batista é um dos donos do grupo J&F, que detém o frigorífico JBS e a marca Friboi. Segundo Margotto, por meio de Joesley, foi marcado um jantar em Nova York entre Eike e Funaro. O delator não sabe se o encontro ocorreu, mas confirmou que houve um acerto. Disse também não se lembrar de quanto foi a propina, mas acredita que não tenha superado 1,5% do valor do contrato.

— Eu sei que, depois de um tempo, o Lúcio ou o próprio Eduardo Cunha teve sim um acerto. Mesmo porque o Fábio me falou que o Eduardo tinha pedido seguir coma operação — disse ele.

Margotto relatou ainda a compra de uma decisão de um juiz arbitral relativa a uma disputa entre Funaro e o grupo Schahin pela pequena central hidrelétrica de Apertadinho, em Rondônia. Nos documentos entregues por Margotto ao MPF, ele diz que o valor pago foi de R$ 750 mil. No depoimento, ele não citou valores.

Margotto disse também que Marcos Vasconcelos, ex-vice-presidente de Gestão de Ativos e Terceiros da Caixa, era da cota do PT. Mensagens trocadas entre Margotto e Cleto, e uma investigação prévia da PF já apontavam irregularidades na Caixa com a participação de Vasconcelos.

O advogado Fernando Martins, que defende Eike Batista, disse que seu cliente nega as acusações e que vai provar que é inocente em juízo. Vera Carla Silveira, advogada de Funaro, informou que já teve acesso à delação de Margotto, mas ainda não a analisou. De qualquer forma, adiantou que Funaro e Margotto são inimigos assumidos, e que isso tem que ser levado em conta. A J&F também nega irregularidades em seus negócios com Funaro. A defesa de Cunha vem negando irregularidades envolvendo recursos do FI-FGTS.




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Política

Atualizada em 21/02/2017 às 01h02
Do Folhapress - O WhatsApp anunciou nesta segunda-feira (20) que vai permitir que usuários compartilhem fotos, vídeos e GIFs no campo de status do aplicativo. Até agora, o campo aceitava apenas texto e emojis, além de oferecer mensagens prontas como "disponível", "ocupado" e "na escola". 

A nova ferramenta vai funcionar de modo semelhante ao Snapchat: o usuário poderá adicionar uma foto ou vídeo ao seu status, além de desenhar e escrever sobre ela. As imagens ficarão disponíveis para serem vistas durante o período de 24h. Tal como as mensagens, todas as imagens compartilhadas no WhatsApp serão criptografadas, de acordo com comunicado da empresa. Apenas os contatos do usuário no aplicativo poderão vê-las e será possível editar as configurações de privacidade para bloquear alguns contatos de visualizar as imagens. 

O recurso foi liberado nesta segunda para usuários da França e da Holanda. Ainda não há data de chegada ao Brasil. O WhatsApp não é o primeiro aplicativo de Mark Zuckerberg, dono do Facebook, a imitar o Snapchat. No ano passado, o Instagram -que também pertence ao americano - criou a seção Stories, em que usuários também podem compartilhar fotos e vídeos durante 24h. 

Em 2013, Zuckerbeg ofereceu US$ 3 bilhões pelo Snapchat. A proposta foi recusada. A Snap, empresa dona do app, tornou público no início do mês os documentos do seu pedido para negociar ações na Bolsa de Nova York. Em 2016, o Snapchat teve prejuízo de US$ 515 milhões. (Folhapress)
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