Política

Atualizada em 31/08/2016 às 22h08

Apesar de utilizar o Globo Gás como bandeira de campanha, alegando ser o proprietário do comércio, o candidato Marconi Barreto não aparece registrado oficialmente como dono do empreendimento. 

De acordo com a ANP (ver registro abaixo), a empresa Globo Gás pertence ao Sr. Igor Bezerra Marinho e a Sra Celycassia de Cruz Oliveira. 


Será que foi por isso que a empresa não foi registrada nas contas eleitorais de Marconi Barreto? 

Se o negócio está registrado no nome de terceiros, por qual razão Marconi Barreto alega que é o proprietário do Globo Gás?

Quem é Igor e Celycassia?

Há algo por trás da "Globo Gás"?

Daniel Menezes Daniel Menezes Saiba Mais

Política

Atualizada em 31/08/2016 às 20h08

Da Agência Brasil - Depois de aprovar a perda do mandato de Dilma Rousseff, o Senado também manteve, por 42 votos a 36, os direitos políticos de Dilma. Com isso, ela pode ocupar cargo público. Foram registradas três abstenções. A votação deste quesito foi feita separadamente a pedido de senadores do PT, que apresentaram o requerimento logo no início do dia e que foi acatado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, mesmo sob protestos de aliados do presidente interino Michel Temer.

Encaminhamentos

A senadora peemedebista Kátia Abreu (TO) foi a primeira a argumentar contra a perda dos direitos políticos de Dilma Rousseff. Para fundamentar a argumentação, ela leu trecho escrito pelo presidente interino Michel Temer dizendo que as penas "são autônomas e independentes" e não "acessórias".

"É uma pessoa que com certeza pode ser convidada para dar aulas em universidades", disse. "A presidente Dilma precisa continuar trabalhando para poder suprir suas necessidades. Não vote pelas palavras de uma pessoa, mas pela sua consciência e por aquilo que acreditam na personalidade da presidente Dilma", disse.

Na defesa pela perda dos direitos, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) afirmou que o Senado não protagonizou uma farsa, como declararam aliados de Dilma. “É um procedimento legítimo, que legitima a decisão que tomamos agora. Aqui não houve golpe”, assegurou. Nunes ainda criticou a comparação feita pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), minutos antes, do atual julgamento com a sessão que declarou a vacância do cargo até então ocupado por João Goulart. “É uma burla a história deste país. Não tem nada a ver. Primeiro porque não houve deliberação do Congresso naquela ocasião. Em segundo porque o Congresso estava sitiado. As únicas desordens hoje em dia são promovidas pelas informações factoides que vive o PT. Pessoas que incendeiam pneus, pessoas que tiveram audácia de dizer que pegaria em armas se o impeachment fosse aprovado”, disse .

Nunes disse que a Constituição deixa claro que a perda do mandato no caso de crime de responsabilidade está associada à perda dos direitos políticos e afirmou que é possível ocupar função pública sem ocupar cargo público. “Além de invocar a letra da Constituição, quero invocar o artigo que trata da perda do mandato com a inabilitação”, pediu.

Sereno, o senador Capiberibe fez um apelo “em nome da conciliação” e do reencontro. “O sectarismo só nos divide mais”, afirmou ao destacar que a política tem que ser uma “atividade conciliadora”. “Não tivemos a capacidade de construir uma alternativa mais consensual. Fomos para o confronto. Mas não podemos esquecer o amanhã. Não basta derrotar? Tem que esmagar?”, disse.

Num tom dramático, Jorge Viana (PT-AC) fez uma analogia com a morte de Tiradentes e afirmou que a votação em duas fases está prevista na Lei do Impeachment (1.079). “Não estamos em Ouro Preto enforcando ninguém e para ter certeza, esquartejando”, disse. Viana disse que Dilma não poderá sequer dar aula em universidades se perder os direitos políticos. “Excessos todos cometemos aqui, mas todos nós, ainda mais num processo delicado como este, vamos ter que seguir convivendo com os outros”, disse.

O líder tucano Cássio Cunha Lima (PB) afirmou que “por trás” da possível manutenção dos direitos políticos há “mais um acordo entre Dilma e [o ex-presidente da Câmara Eduardo] Cunha porque o resultado dessa cassação terá repercussão na votação de Cunha [que vai definir o futuro de seu mandato em sessão agendada para o próximo dia 12]. O que estaremos fazendo é permitir que a presidente Dilma perca seu cargo e amanhã inicie uma campanha Brasil afora”, disse.

Cunha Lima antecedeu o presidente de seu partido, Aécio Neves (MG), que emocionado declarou: “Venceu a democracia, venceu a Constituição, venceu o Brasil”, comemorando o resultado. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediu a palavra e antecipou o voto contrário à inabilitação da petista.

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Política

Atualizada em 31/08/2016 às 20h08

Notícias ao Minuto - A AP (Associated Press) publicou uma reportagem nesta terça-feira (30), reproduzida em jornais como o norte-americano Washington Post, em que lembra que os três próximos da linha de sucessão da presidente Dilma Rousseff, respondem a acusações de corrupção

O primeiro na linha, o presidente interino Michel Temer, foi delatado pelo ex-senador e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, por ter supostamente pedido dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras para pagar contas da então candidatura de Gabriel Chalita (então no PMDB, hoje no PDT) à Prefeitura de São Paulo, em 2012. As quantias teriam sido transferidas por forma de doação legal pela empreiteira Queiroz Galvão.

Além disso, Temer foi acusado de ter apontado um lobista para distribuir entre 1997 e 2001 propinas oriundas de negócios com etanol. O interino nega todas as acusações, mas a AP lembra que ele está inelegível por oito anos por cometer crime eleitoral em 2014.

O segundo da linha sucessória é Rodrigo Maia, eleito recentemente para a Presidência da Câmara dos Deputados. De acordo com a agência, um auxiliar de um governador disse que Maia recebeu doações ilegais para campanhas políticas. Ele nega.

O terceiro, prossegue a Associated Press, é Renan Calheiros, presidente do Senado. Lembrando que Calheiros assume o governo em uma eventual viagem de Temer e Maia, a agência conta que o STF (Supremo Tribunal Federal) abriu várias investigações contra ele no escândalo da Petrobras. Calheiros também foi delatado por Machado, que afirmou que o senador recebeu quase US$ 10 milhões em propinas por cerca de dez anos. O presidente do Senado também nega as acusações.

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Política

Atualizada em 31/08/2016 às 20h08

Do msn.com - O PSDB e o DEM anunciaram que vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão de fatiar o julgamento da agora ex-presidente Dilma Rousseff no impeachment, que levou ao abrandamento da pena e livrou a petista da inabilitação política por oito anos. Parlamentares dos dois partidos se reunião ainda nesta quarta-feira para definir os detalhes do recurso e como passarão a se comportar na base aliada do presidente Michel Temer (PMDB). O voto dos peemedebistas causou uma crise com tucanos e democratas.

O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) culpou o PMDB pelo desfecho do julgamento e se disse surpreendido em cima da hora. Ele colocou em dúvida o compromisso real de lideranças peemedebistas com o governo Temer e as reformas propostas econômicas e acordadas com o partido. “Saíamos dessa sessão histórica por um lado aliviados pela virada de pagina e pela possibilidade de o presidente Michel assumir definitivamente, mas por outro lado saímos preocupados com essa posição setores do PMDB que não nos dá segurança em relação à parceria para o futuro”, afirmou Aécio. “O Brasil não comporta mais ambiguidades. É preciso que setores do PMDB digam até que ponto estão comprometidos com esse projeto, até que ponto estarão ao lado de reformas preconizadas pelo presidente Michel Temer e apoiadas pelo PSDB. Isso deixa dúvidas”

Nos bastidores, a articulação de aliados de Dilma para conseguir fatiar o julgamento em duas etapas (uma para a perda de mandato e outra para a inabilitação política) foi atribuída a um acordo com presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Renan sempre se disse desconfortável com o impeachment, mas declarou na sessão desta quarta, sentado à Mesa Diretora, ser contra a suspensão dos direitos políticos da petista.

Parcela do PSDB passou a defender ao fim da votação um rompimento com Temer. Eles reclamaram de não terem sido avisados da posição dividida do PMDB. “O PMDB começou a tratar o PSDB da maneira que era tratado pelo PT”, reclamou o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB). “”Nós e o Democratas fomos surpreendidos. Não houve uma palavra de ninguém do PMDB na direção dessa mudança de posição”, disse Aécio. “Se nós percebermos a quantidade de ambiguidades que já havíamos denunciado e sinalizado antes, certamente esse apoio não poderá existir, já que não haverá compromisso com essas reformas. Para nós não foi nada positivo a posição final de inúmeros e ilustres líderes do PMDB na segunda etapa dessa votação.”

O líder do DEM, senador Ronaldo Caiado (GO), afirmou que o abrandamento da pena foi um acordo entre PMDB e PT: “Esse resultado indiscutivelmente surpreende. Houve uma acordão nas últimas horas.” “Passa-se meia mensagem ao povo brasileiro. Os senadores rasgaram a Constituição e revogaram a lei das inelegibilidades. O condenado não é punido de forma terminativa”, disse o senador Álvaro Dias (PV-PR).

Líder do PMDB, o senador Eunício de Oliveira (CE) se absteve na votação que manteve os direitos políticos de Dilma. Ao fim da sessão, ele negou qualquer acordão para poupar a petista e disse que não deu seu voto porque a bancada não fechou um encaminhamento.  “Havia uma divisão muito forte dentro do plenário e eu não tinha conversado com a bancada. Qualquer posicionamento que eu tomasse para um lado ou para outro poderia contaminar o sentimento dos senadores que fazem parte do PMDB. Portanto, como não teve orientação, preferi não punir a presidente duas vezes”, afirmou.

Oliveira nega que a votação traga uma primeira sequela na base de Temer após ele ser confirmado presidente da República. “Não houve entendimento, não houve acordo e isso em nada altera o comportamento da base. A base ficou clara: Temer recebeu 61 votos para governar o Brasil”, disse o líder peemedebista.

O recurso ao STF a ser impetrado pela base de Temer, liderado por PSDB e DEM, vai questionar a decisão do Senado de dividir o julgamento. “Não poderia ter havido o desmembramento da votação. Esse fatiamento merecerá uma reflexão profunda do STF. E a Constituição é clara quando diz que a sanção é clara, a perda do mandato com a consequente perda dos direitos políticos”, disse Aécio.

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Política

Atualizada em 31/08/2016 às 20h08

Do BBC Brasil - Embora desfrute de um amplo apoio no Congresso e seja conhecido como articulador eficiente nos bastidores, o presidente Michel Temer precisará garantir que a economia melhore e conquistar maior hegemonia entre as lideranças políticas para alavancar a popularidade e aprovação do governo, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil. 

Dados de uma pesquisa do Instituto Ipsos divulgada neste mês indicam que o índice de reprovação de Temer é de 68% - similar ao de Dilma Rousseff em dezembro, já nas discussões do impeachment. E essa rejeição piora quando o assunto é economia. De acordo com o Ipsos, de julho a agosto, a porcentagem de pessoas entrevistadas que desaprovam a atuação de Temer no combate à inflação passou de 56% para 61%.

Especialistas apontam que a estabilidade econômica - num momento em que o PIB tem seu sexto trimestre consecutivo de retração - é chave para o aumento da aprovação do novo presidente, mas ponderam que o desafio será conquistá-la ao mesmo tempo em que adota medidas impopulares como ajuste fiscal, redução de gastos do governo, reformas trabalhista e da Previdência.

Outro desafio para a popularidade do presidente será conquistar as lideranças políticas no Congresso e manter a ampla base de apoio, tendo justamente que convencer os parlamentares a votar temas de gosto "amargo" para a população.

Economia

O cientista político da Universidade Federal da Bahia Wilson Gomes acredita que somente agora, com a confirmação do governo de Michel Temer, será possível identificar uma política econômica mais concreta, já que as ações até agora foram paliativas e temporárias.

"Agora a gente vai entender o que vai ser o governo Temer. Quem vai mandar vai ser (o ministro da Fazenda) Henrique Meirelles ou não? Isso também vai determinar o que será daqui para frente."

Para a cientista política da Universidade Federal de São Carlos Maria do Socorro Sousa Braga, o impacto das medidas econômicas para a população será diretamente proporcional à melhoria na popularidade do novo presidente.

"O pano de fundo da popularidade do Temer é o que afeta o dia a dia das pessoas, a melhora no poder de compra e no emprego. Isso daria um alivio ao governo. Mas se isso não melhorar e se mantiverem pressões em politicas de ajuste, maior instabilidade politica, mesmo setores que apoiam o governo Temer podem se voltar contra ele."

Wilson Gomes concorda que alguns setores e lideranças que apoiaram o presidente até agora podem abandoná-lo se as políticas econômicas não tiverem o impacto esperado.

"Se ele não fizer o que prometeu à oposição liberal, ele vai ser abandonado. Por outro lado, se ele seguir essa agenda, pode perder outra parte da população, porque arrocho nunca é bom. Vai depender de como a economia reagir".

O professor de ciências políticas da Fundação Getúlio Vargas, Claudio Couto, afirma que o diálogo e o poder de articulação serão essenciais daqui para frente para a governabilidade de Temer.

"Não tem fórmula pronta, mas é (preciso) estabelecer um diálogo com a classe política, com a sociedade e com os meios de comunicação. Essas redes são fundamentais para qualquer governo".

Manifestantes contra Michel Temer© Fornecido por BBC World Service Trading Limited Manifestantes contra Michel Temer

Política

Desde que assumiu o governo interino, em maio, Temer tem a popularidade como um de seus desafios, de acordo com pesquisas. Os números divulgados pelo Datafolha em julho apontavam que 14% da população aprovava a gestão dele.

No entanto, especialistas apontam que a rejeição a Temer é diferente da rejeição que Dilma enfrentou antes de sair do cargo - ela chegou a ter 11% de aprovação.

"Embora os índices de aprovação sejam tão baixos quanto os dela, os sentimentos são diferentes. Com relação a Dilma havia um sentimento mais intenso de rejeição, havia muita gente mobilizada contra", opina Cláudio Couto.

Diante desse cenário, porém, os desafios para Temer governar são ainda maiores. "Não vai ser como o governo de Itamar Franco (que assumiu após o impeachment de Fernando Collor). Toda a sociedade estava contra o Collor, ele estava isolado. Para o Itamar era só governar, ele tinha legitimidade pra construir uma coalizão. As circunstâncias agora são diferentes", avaliou o cientista político da Universidade Federal da Bahia Wilson Gomes.

"Para muitas pessoas, o Temer é um guardador de lugar. Está ali porque era o sujeito que tinha condições de tomar o mandato de Dilma sem causar tanto transtorno. Tem que ver se ele vai querer ceder o lugar para outro ou se vai querer ficar. O PMDB esperou muito por isso", analisa.

"Ele terá um ano. Em 2017, os políticos já estarão pensando nas alianças para as próximas eleições. Se ele estiver forte, as pessoas vão ficar com ele."

Agência Senado© Fornecido por BBC World Service Trading Limited Agência Senado

Ruas

Um dos elementos que abalaram o segundo mandato de Dilma Rousseff desde o início foi a forte pressão das ruas, com frequentes protestos contra seu governo em todos os lugares do país.

Mas, apesar de Temer não ter gande popularidade, a perspectiva para o governo definitivo dele é diferente, segundo os especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

"Não dá para ter certeza sobre como as pessoas irão reagir ao governo dele. Mas acho que os protestos vão diminuir bastante", opina Wilson Gomes. "As pessoas estão cansadas de politica, esgotadas. Elas não aguentam mais ver e falar sobre essa confusão. A tendência é que, por conta disso, haja menos barulho nas ruas."

Agência Brasil© Fornecido por BBC World Service Trading Limited Agência Brasil

"De 2013 para cá houve uma série de manifestações, e há fadiga tanto de um lado como de outro. Mas a pressão vai continuar ou não dependendo das políticas de arrocho fiscal", observa Maria do Socorro Braga.

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Política

Atualizada em 31/08/2016 às 20h08

Huffpost Brasil - Após a confirmação do impeachment deDilma Rousseff, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) enviou uma nota à imprensa exaltando sua atuação no processo contra a ex-presidente. Ele destacou que a aprovação do impedimento de Dilma atesta a lisura dos atos dele:

"Como protagonista do processo, tendo praticado o primeiro ato de aceitação da denúncia oferecida por crime de responsabilidade contra a ex-presidente, vejo que todos os meus atos foram confirmados por sucessivas votações, tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado Federal, atestando a lisura dos meus atos", argumentou.

Cunha considera que as tentativas da defesa de Dilma foram frustradas e, ao tentar atribuir culpa do processo a ele, buscavam "esconder o fato de que não houve razões suficientes da defesa para inocentá-la do crime de responsabilidade".

O deputado que é réu no Supremo Tribunal Federal lamentou na nota a turbulência que o País enfrenta por conta do impeachment. "Esperamos que o fim desse processo vire uma página negra na História deste País, com o afastamento das nefastas práticas do governo afastado", concluiu.

Leia a íntegra da nota:

"Como protagonista do processo, tendo praticado o primeiro ato de aceitação da denúncia oferecida por crime de responsabilidade contra a ex-presidente, vejo que todos os meus atos foram confirmados por sucessivas votações, tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado Federal atestando a lisura dos meus atos.

Lamento que uma democracia jovem como a nossa tenha que passar pelo trauma de mais um afastamento da Presidente da República, desta vez por prática de crime de responsabilidadedevidamente julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

As tentativas da ex-Presidente e de sua defesa, através das afirmações de me atribuir qualquer culpa no processo, visa a esconder o fato de que não houve razões suficientes da defesa para inocentá-la do crime de responsabilidade.

O Brasil passou e passa por momentos delicados em que as práticas do Governo afastado, além de terem sido repudiadas pela sociedade, obtiveram enfim a punição prevista no nosso ordenamento constitucional.

Esperamos que o fim desse processo vira uma página negra na história deste País, com o afastamento das nefastas práticas do Governoa fastado, e desejamos sucesso ao novo Governo que se isntalaa partir de hoje de forma definitiva."
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Política

Atualizada em 31/08/2016 às 20h08

Ebc - O plenário do Congresso Nacional acaba de dar posse a Michel Temer como presidente da República. Ele já estava no cargo interinamente desde o afastamento de Dilma Rousseff por consequência da abertura do processo de impeachment dela, em maio deste ano. A posse foi dada pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL). 

A cerimônia ocorreu no plenário do Senado, que estava lotado de senadores, deputados, ex-parlamentares e convidados. Temer leu juramento em que se compromete a defender e respeitar a Constituição. Em seguida, foi lido o termo posse. 

A posse foi marcada logo após o plenário do Senado decidir pelo impedimento da presidenta e Temer ser notificado de que assumiria definitivamente a Presidência da República até 31 de dezembro de 2018, quando termina o mandato.

Michel Temer é jurista especializado em direito constitucional e atuou como parlamentar por cerca de 25 anos, entre mandatos assumidos como eleito e suplente. Foi presidente da Câmara dos Deputados por três vezes e foi eleito como vice-presidente junto com Dilma Rousseff em 2010 e depois reeleito em 2014.

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Política

Atualizada em 31/08/2016 às 20h08

Do msn.com - Dilma Rousseff falou pela primeira vez nesta quarta-feira agora como ex-presidente da República. De vermelho e cercada por integrantes de sua tropa de choque no Senado – Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) --, a petista fez um discurso beligerante. Classificou o governo do presidente Michel Temer como “um bando de corruptos”, indicou que seguirá lutando na Justiça contra o impeachment e afirmou: “Nós voltaremos”.

“Com a aprovação do meu afastamento definitivo, políticos que buscam desesperadamente escapar do braço da Justiça tomarão o poder unidos aos derrotados nas últimas quatro eleições. Não ascendem ao governo pelo voto direto, como eu e Lula fizemos em 2002, 2006, 2010 e 2014. Apropriam-se do poder por meio de um golpe de Estado”, afirmou. “O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal. Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social”.

Dilma retomou o discurso do medo: “O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido.”

“Sei que todos nós vamos lutar. Haverá contra eles a mais forme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer. Repito: a mais determinada oposição que um governo golpista pode sofrer”, afirmou Dilma. “Nós voltaremos para continuar nossas jornada rumo ao Brasil em que o povo é soberano. Saibamos nos unir em defesa de causas comuns a todos os progressistas. Proponho que lutemos todos juntos contra o retrocesso, a extinção de direitos”, prosseguiu.

Dilma afirmou que o impeachment representa o segundo golpe de Estado sofrido em sua vida e prometeu recorrer em todas as instâncias possíveis e voltar para continuar sua jornada. Segundo ela, os senadores que votaram a favor da cassação de seu mandato rasgaram a Constituição e o impeachment entrará para a história das grandes injustiças. “Esse golpe é contra os movimentos sociais e sindicais, contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções”. “É um golpe misógino, homofóbico, racista”, disse. “Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar”.

Nesta quarta-feira, Dilma Rousseff sofreu o impeachment por 61 votos a 20, mas não foi penalizada com a inabilitação para exercício de funções públicas porque não houve o mínimo de 54 votos para que essa sanção fosse imposta. Na inabilitação, ela ficaria proibida de disputar cargos eletivos, concursos públicos, integrar os quadros de empresas públicas e ser nomeada para cargos em comissão. Em seu discurso, afirmou: “Não direi adeus a vocês, tenho certeza de que posso dizer até daqui a pouco. Ou eu ou outros assumirão esse processo”.

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Política

Atualizada em 31/08/2016 às 13h08
Por Thadeu Brandão.


O artigo abaixo não é meu, mas de Aristides Lobo diante do Golpe de 15 de Novembro de 1889. Não resisti em trazê-lo à tona. Ele é fantasmaticamente real e atual. Chega a assustar. Este 31 de Agosto de 2016 é incrivelmente parecido com aquela data da nascente República.

Trago-o a você, leitor e leitora, para sua reflexão.


ACONTECIMENTO ÚNICO

Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1889.

Eu quisera poder dar a esta data a denominação seguinte: 15 de Novembro, primeiro ano de República; mas não posso infelizmente fazê-lo. O que se fez é um degrau, talvez nem tanto, para o advento da grande era. Em todo o caso, o que está feito, pode ser muito, se os homens que vão tomar a responsabilidade do poder tiverem juízo, patriotismo e sincero amor à liberdade.
Como trabalho de saneamento, a obra é edificante. Por ora, a cor do Governo é puramente militar, e deverá ser assim. O fato foi deles, deles só, porque a colaboração do elemento civil foi quase nula. 
O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditaram seriamente estar vendo uma parada. Era um fenômeno digno de ver-se. O entusiasmo veio depois, veio mesmo lentamente, quebrando o enleio dos espíritos. Pude ver a sangue-frio tudo aquilo.
Mas voltemos ao fato da ação ou do papel governamental. Estamos em presença de um esboço, rude, incompleto, completamente amorfo. Bom, não posso ir além; estou fatigadíssimo, e só lhe posso dizer estas quatro palavras, que já são históricas. Acaba de me dizer o Glycerio que esta carta foi escrita, na palestra com ele e com outro correligionário, o Benjamim de Vallonga.
E no meio desse verdadeiro turbilhão que me arrebata, há uma dor que punge e exige o seu lugar - a necessidade de deixar temporariamente, eu o espero, o Diário Popular. Mas o que fazer? O Diário que me perdoe; não fui eu; foram os acontecimentos violentos que nos separaram de momento.

Adeus.
Aristides Lobo
Thadeu Brandão Thadeu Brandão Saiba Mais

Política

Atualizada em 31/08/2016 às 11h08

As manifestações de 2013 completam hoje seu ciclo. Desde os seus primeiros atos, o germe do autoritarismo antipolítico já estava presente - movimentos sociais, partidos políticos e casas legislativas, instâncias fundamentais da vida democrática, foram atacados.

Alguns demoraram mais para perceber. Outros, menos. Há quem confunda as estações até hoje. Mas as reverberações concretas deixam pouco espaço para a dúvida. Um conservadorismo latente encontrou terreno naquele momento, mostrou sua cara e se consolidou na consagração de um congresso conservador e numa presidente, ainda que eleita, fortemente acuada.

Os custos de afronta a um posto preenchido pela via popular foram perigosamente diminuídos, incentivando incursões desavergonhadas de terceiros. Teses sobre a manipulação do elogiado processo de contagem de votos brasileiro ganharam os principais jornais do país sem reprovação.

O resultado está aí. Uma agenda que jamais passaria pelo crivo das eleições é adoçada por quem de interesse como legítima. Só a espera da efetivação. Boa sorte, Brasil. Vamos precisar. Chegou a hora da "vida sem catracas". O golpe começará, de fato, agora.

Daniel Menezes Daniel Menezes Saiba Mais