Política

Atualizada em 28/04/2017 às 21h04
O Governo Temer fez o que parecia impossível: uniu as duas principais federações de sindicatos do país. As arquirrivais CUT e Força Sindical. As duas entidades participaram hoje dos protestos pelo país.
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Atualizada em 28/04/2017 às 21h04

Portal Agora RN - A Polícia Federal fez apreensões nesta sexta-feira 28 na residência de Lindolfo Sales, assessor do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), como parte da operação “Satélites”, que foca em políticos investigados pelo Supremo Tribunal Federal.

A ação se baseia em informações da delação premiada da Odebrecht. Segundo a PF, o mandato de apreensões foi cumprido por uma equipe de Brasília. Lindolfo foi secretário de Planejamento e diretor do Detran no governo de Garibaldi e, quando o senador foi ministro da Previdência, Sales ocupou o cargo de presidente do INSS. A Procuradoria-Geral da República informou que o objetivo da operação é de aprofundar as investigações de desvios na Transpetro coletando provas de crimes contra administração pública, lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa.

Na operação, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal buscam documentos, equipamentos, mídias, arquivos e aparelhos eletrônicos e outros objetos em endereços comerciais e residências nos estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe, São Paulo e no Distrito Federal.

Nota

O senador Garibaldi Alves Filho informa que oficialmente desconhece qualquer ação a respeito da chamada Operação Satélites, nem a citação do nome de um ex-assessor nesta investigação.

 

Assessoria do senador Garibaldi Filho

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Atualizada em 28/04/2017 às 21h04

Do Notícias ao Minuto - Enquanto o Brasil para com as greves gerais desta sexta-feira (28), o presidente Michel Temer declarou que não vai recuar com o posicionamento tanto em relação à reforma trabalhista quanto a mais dura, a previdenciária. O peemedebista se comparou à ex-premiê britânica Margareth Tatcher e disse estar convencido de que "esta é uma escolha certa para o país".

O governo diz ainda que quem vai às ruas hoje é "um grupo de privilegiados" que terá alguns benefícios cortados. Na avaliação do presidente, são servidores públicos e sindicalistas. De acordo com informações da Globo News, o governo avalia que os protestos podem virar o jogo e ter efeito positivo na aceitação das propostas, já que "trabalhadores estariam sendo impedidos de chegar ao local de trabalho".

Temer chegou às 10h no Palácio do Planalto e se reúne com o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbasashy. Mais tarde, ele grava uma curta mensagem aos trabalhadores a ser exibida em redes sociais no dia 1 de maio.

A estratégia do presidente é evitar a cadeia nacional de rádio e TV para não provocar protestos, algo semelhante ao que fazia a presidente Dilma Rousseff quando "panelaços" eram convocados a cada discurso em veículos de massa. Temer deve usar o video para defender ambas as reformas criticadas pelos protestos desta sexta.

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Atualizada em 28/04/2017 às 21h04

Escalado para falar em nome do governo sobre a greve geral desta sexta-feira, o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, classificou como “pífio” o movimento e afirmou que os levantamentos do governo mostram tranquilidade no país.

“Não há nem direito o que avaliar. Há uma tranquilidade no país”, disse à Reuters.

“Houve o chamado para uma ‘greve geral’, que é uma coisa para impressionar, mas foi um movimento pífio. Está tudo funcionando, os serviços, a indústria.”

Serraglio descartou, ainda, que possa haver um impacto entre os parlamentares para a votação da reforma da Previdência, marcada para comissão especial na próxima semana.

“Se houver um impacto vai ser um tiro no pé. Não creio que esse nível de movimento vá impressionar os parlamentares”, disse o ministro.

Mais cedo, fontes do Planalto já avaliavam que o movimento estava fraco, com as ações concentradas no transporte público, o que causava a impressão de um movimento maior, porque as pessoas não conseguem chegar ao trabalho.

O presidente Michel Temer chegou cedo ao Palácio do Planalto e vem sendo informado dos desdobramentos da greve ao longo do dia, entre reuniões com ministros.

Pela manhã, reuniu-se com o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, e com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, para fazer uma avaliação dos primeiros movimentos e considerou o movimento “disperso” e abaixo do esperado.

Ainda na quinta-feira, o Planalto temia um protesto maior do que a manifestação de março contra a corrupção e com ações mais violentas no final da tarde, o que ainda não foi descartado. Mas o risco foi minimizado por Serraglio.

“Já estamos no meio da tarde e nada demais aconteceu. Não imaginamos nada muito diferente para o resto do dia”, afirmou.

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Atualizada em 28/04/2017 às 21h04

O ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante Jaime Calado defende que a população insatisfeita com as propostas de reformas na Previdência e na legislação trabalhista participe das manifestações programadas para esta sexta-feira 28 em todo o país. No Rio Grande do Norte, a concentração para o ato será no cruzamento das avenidas Bernardo Vieira e Salgado Filho, na capital.

Ao apoiar a realização dos protestos, Jaime rebate os argumentos dos defensores das reformas. Segundo ele, por exemplo, “não é verdade que a reforma trabalhista vá gerar emprego”. Em relação a isso, o ex-prefeito do terceiro maior município da Grande Natal registra que países que adotaram medidas de austeridade como as propostas pelo governo brasileiro não resolveram os problemas de desemprego e nas finanças. “A Argentina adotou esse sistema e, em menos de 1 ano, desempregou mais de 1 milhão de pessoas”, exemplifica.

“O que o governo está propondo não é uma reforma trabalhista. Trata-se da maior retirada de direitos do trabalhador que se tem conhecimento. Nem a ditadura militar [1964-1985] mexeu com tantos artigos da CLT como agora”, frisa Jaime. A proposta de reforma trabalhista, aprovada nesta quarta-feira 26 na Câmara dos Deputados, prevê alterações em mais de cem pontos da Consolidação das Leis do Trabalho.

A preocupação de Jaime é que, com a “precarização do trabalho”, deflagrada com a reforma trabalhista, a taxa de desemprego aumente. Segundo ele, com a flexibilização de rotinas de trabalho, empregadores “não vão botar mais um trabalhador ‘sem necessidade’”.

Sobre a reforma nas regras de aposentadoria, Jaime observa que a proposta do Governo Federal representa a “destruição da seguridade social”. “A reforma na Previdência todo mundo reconhece que é necessária, mas não do modo que o governo enviou”, assinala.

Questionado se ele acredita que as manifestações de amanhã irão acarretar impactos no processo de apreciação das reformas no Congresso Nacional, o ex-prefeito afirma que “só Deus sabe”. “Mas os políticos não podem ignorar a revolta já apontada em todas as pesquisas”, manifesta.

De acordo ainda com Jaime, a projeção é que os protestos contra o governo e as reformas aumentem. “Quanto maior o grau de informação, maior o grau de insatisfação. Apesar de a grande mídia estar silenciando e sendo conivente com a série de absurdos que estão se praticando, as pessoas têm internet e estão se informando”, completa.

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Atualizada em 28/04/2017 às 21h04

Do Portal no Ar

Por Ayrton Freire e Júlio Rocha

O protesto intitulado Greve Geral cerca de 50 mil pessoas na tarde desta sexta-feira, 28, em Natal. O número foi divulgado pelos manifestantes, mas a Polícia Militar não confirmou.

Entre os manifestantes estavam servidores públicos, estudantes, sindicalistas e grupos da sociedade civil. Funcionários dos Correios foram ao protesto fardados. “É a perca de nossos direitos. Hoje Temer quer terceirizar nossa empresa. Isso tira postos de colegas nossos. Tira nossos empregos”, diz Esiedla Andrade, funcionária dos Correios, sobre a terceirização.

A Polícia Militar informou por meio da assessoria de comunicação que não irá divulgar estimativa e considerou o manifesto pacífico e tranquilo. “Estamos com nossas equipes nas ruas acompanhando e não houve nenhuma ocorrência grave, esperamos que siga assim até o fim”, afirmou o major Eduardo Franco.

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Atualizada em 28/04/2017 às 11h04

Do Portal no Ar

Por Dinarte Assunção

Nas primeiras horas desta sexta-feira (28) os primeiros desdobramentos da greve geral travaram Natal.

Na zona Norte da capital, onde fica a maior parte das garagens, nenhum ônibus saiu das garagens. Na região, houve ainda bloqueios de vias desde as 3h da manhã. Um motorista tentou sair e houve disparos e tiros.

Na Avenida João Medeiros Filho, um veículo foi incendiado, assim como na zona Sul de Natal, onde pneus foram queimados em frente ao Via Direta.

Os manifestantes também bloquearam o trânsito na BR-101 no sentido Ponta Negra – Centro, onde houve nas primeiras horas de Natal bloqueio da avenida com barricadas.

A Secretaria de Trânsito de Natal orientou que vias alternativas sejam a saída para quem quer se movimentar no sentido zona Sul/Centro.

Nesta semana, a Justiça Federal determinou que a BR-101 não poderá ser bloqueada pelos manifestantes.

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Atualizada em 28/04/2017 às 11h04

O presidente da Câmara Municipal do Natal, Raniere Barbosa (PDT), afirmou que a Casa Legislativa não vai ficar omissa em relação ao caso das viagens do prefeito, Carlos Eduardo Alves (PDT), e do vice, Álvaro Dias (PMDB), que deixaram a capital do Rio Grande do Norte sem comando no final da semana passada quando saíram do território potiguar.

Segundo o mandatário da CMN, os líderes do poder executivo desrespeitaram à Câmara na medida em que não comunicaram, formalmente, de suas viagens, o que deveria – imprescindivelmente – ser feito para que então o comando da cidade passasse ao próprio Raniere, que é a segunda opção para ocupar o cargo no caso de ausência do prefeito.

A falta de comunicação representou num pedido de esclarecimentos por parte da Casa, assinado pelo presidente. Pedi esclarecimentos ao prefeito em nome da mesa diretora. Reuni os vereadores para demonstrar que a CMN é um poder que não pode ser omisso. Senti que a Casa foi desrespeitada uma vez que o prefeito deveria ter feito a transição para o poder legislativo e não o fez”, declarou em entrevista à jornalista Thaísa Galvão.

Questionado sobre se uma possível rixa do prefeito com ele poderia ter causado essa situação, uma vez que eles romperam a parceria meses atrás, Raniere preferiu não entrar em polêmicas com o chefe do executivo. “A crise política criada por essa situação faz o julgamento de quem está cometendo o ato – seja de desprestígio, desvalorização ou de consequência involuntária –  ficar para sociedade. Eu me senti desvalorizado a partir do momento que soube pela imprensa, apenas isso”, completou.

Na entrevista, Raniere ainda falou do desencontro de informações quanto ao destino do vice Álvaro Dias (não se sabe se ele foi pra São Paulo para os Estados Unidos, assim como Carlos Eduardo) e das consequências que serão geradas caso ele, de fato, tenha viajado para fora do país, conforme tem acusado alguns vereadores de oposição com Fernando Lucena (PT).

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Atualizada em 28/04/2017 às 11h04
Um requerimento que estabelece o desconto dos salários do prefeito Carlos Eduardo Alves e do vice-prefeito Álvaro Dias pelo período que eles ficaram ausentes do cargo foi aprovado por unanimidade durante a sessão ordinária desta quarta-feira (26), na Câmara Municipal de Natal. De autoria do vereador Sandro Pimentel (PSOL), o texto será oficiado pela Casa para a Secretaria de Administração (Semad).

Após repercutir na imprensa e entre os moradores da capital potiguar, a viagem dos chefes da gestão municipal foi tema de debates na CMN. Diante da situação, a presidência da Casa, em consonância com as bancadas de oposição e situação, tomou a iniciativa de enviar ofício à Prefeitura exigindo explicações sobre este fato, que deixou a cidade acéfala. O Legislativo aguarda as respostas do Executivo para avaliar quais medidas adotará.

O vereador Sandro Pimentel afirmou que vai acompanhar a implementação do requerimento. "Não podemos aceitar que representantes eleitos pelo povo se ausentem das suas atribuições para passear nos Estados Unidos e continuem recebendo por isso. Vamos, inclusive, requerer no próximo mês as comprovações de que o desconto foi efetivado. Espero que esta punição sirva como um instrumento educativo, para que os gestores aprendam a ter responsabilidade". 
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Atualizada em 28/04/2017 às 11h04

O deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) tem se posicionado a favor de mudanças que propiciem a volta do crescimento e desenvolvimento do país, como a modernização das leis trabalhistas. "Com esse projeto, vamos dar segurança para os trabalhadores e empregadores. Vamos adequar as leis à realidade que vivemos, e como consequência gerar mais emprego, renda, dando novas oportunidades para os 13,5 milhões de desempregados. Assim a economia voltará a crescer, e os investidores retomarão a confiança no país", ressalta o parlamentar.

 

Um dos pontos principais do texto é o fim da contribuição sindical obrigatória. Segundo o Ministério do Trabalho, o Brasil tem aproximadamente 17 mil sindicatos, sem contar as confederações, federações e centrais sindicais. Fábio Faria também defende a formalização de milhares de trabalhadores, regulamentando novas formas de trabalho. "Nos dias de hoje, temos um mercado muito mais dinâmico, com novas alternativas de trabalho e de cumprir a jornada, inclusive com aumento da produtividade. Uma legislação elaborada na década de 40 precisava ser modernizada de acordo com o novo cenário".

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