Zenaide perde na equação dos dois votos, e revés em Mossoró pesa na derrota por apenas 5 mil votos
A derrota de Zenaide Maia para o Senado passou por uma equação particularmente complexa dos dois votos. Com os campos feitos uma semana antes do dia da votação, as pesquisas ainda mostravam um contingente elevado de eleitores sem definição, sobretudo para a segunda escolha. Na véspera da eleição, a Quaest aumentou a preocupação ao mostrar Styvenson com 27% dos votos válidos, Coronel Hélio com 20%, Samanda com 18% e Zenaide com 17%, com os três últimos embolados na disputa. O campo da Quaest foi aplicado no próprio dia sábado (3), conforme registro, dia da divulgação. O avanço de Hélio, especialmente associado a Styvenson como segunda escolha, atingiu justamente uma combinação de votos importante para Zenaide. No resultado final, Samanda conquistou a vaga numa disputa apertada, enquanto Zenaide ficou de fora.
O outro ponto decisivo para entender o revés de Zenaide está no desempenho territorial. A campanha foi surpreendida pelos resultados em centros importantes como Natal e Parnamirim, mas sobretudo em Mossoró, onde a senadora terminou apenas na quarta colocação apesar dos apoios políticos que possuía na cidade, incluindo o do grupo do prefeito e do candidato ao governo. Com uma diferença final de cerca de 5 mil votos, o desempenho mossoroense ganha peso na explicação da derrota: numa eleição definida por margem tão estreita e pela interação entre duas escolhas para o Senado, uma votação minimamente melhor em Mossoró poderia ter alterado a composição final das duas vagas.