• Redação
  • 14/10/2026

XENOFOBIA - Senador diz que Nordeste vota no PT por depender de programas sociais

O senador Sargento Reginauro (PSDB-CE), suplente de Eduardo Girão (Novo), afirmou nesta quarta-feira (14) que a dependência de programas sociais dificulta a autonomia eleitoral de parte da população nordestina.

Em pronunciamento na tribuna, o parlamentar associou a permanência da pobreza na região à atuação de governos petistas e argumentou que a necessidade de garantir a própria alimentação influencia a relação dos eleitores com os benefícios governamentais.

Ao mesmo tempo, pediu que os brasileiros deixem de responsabilizar os nordestinos por suas escolhas eleitorais. Reginauro questionou o discurso do senador Rogério Carvalho (PT-SE) que havia defendido o enfrentamento desses problemas sociais.

"Para os senhores que não são do Nordeste, eu faço aqui uma defesa do nosso povo, é muito difícil quebrar uma dependência dessa, porque ela vai direto ao encontro do estômago, ela bate na fome daquele cidadão."

O deputado usou a realidade social do Ceará para sustentar suas críticas. Segundo ele, o estado enfrenta elevados índices de pobreza mesmo após sucessivas administrações comandadas pelo PT. "Eu vivo num Estado onde metade praticamente da população está da linha de pobreza para baixo, onde nós temos uma multidão de miseráveis na extrema pobreza", declarou.

Reginauro também criticou a continuidade do discurso de combate à pobreza nas campanhas eleitorais, afirmando que a promessa continua sendo apresentada após vários mandatos do partido.

Anjo da morte

Durante o pronunciamento, Sargento Reginauro contou uma história para ilustrar suas críticas às promessas de combate à pobreza feitas pelo presidente Lula (PT). Na narrativa, um homem que havia dedicado sua vida ao acolhimento de pessoas pobres tornou-se médico, conquistou reconhecimento profissional e acumulou patrimônio.

Anos depois, enquanto descansava em uma cadeira na varanda de casa, recebeu a visita de um anjo, que colocou a mão sobre seu ombro e anunciou que havia chegado a hora de sua morte. Surpreso, o médico pediu mais tempo, argumentando que ainda tinha uma missão a cumprir.

"Calma, mas eu ainda tenho uma missão para cumprir nesse mundo, eu preciso cuidar das pessoas pobres", disse o personagem, conforme a história narrada pelo deputado. O anjo, entretanto, respondeu que não seria possível adiar sua partida: "O tempo acabou e eu estou te levando agora".

Ao concluir a narrativa, Reginauro comparou a situação do médico à trajetória política de Lula. "E é mais ou menos isso que a morte vai dizer para o Presidente da República", afirmou.