UFRN SE LEVANTA CONTRA A VIOLÊNCIA: MULTIDÃO DE ESTUDANTES TOMA AS RUAS APÓS ATO DO PL E DO NOVO QUE TERMINOU EM AGRESSÃO E INTERVENÇÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL
Uma multidão de estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizou, nesta terça-feira (20), uma gigantesca manifestação, com passeata pelo entorno do campus, em resposta aos episódios de violência registrados na segunda-feira (19), durante um ato político promovido por integrantes do PL e do Partido Novo. A mobilização estudantil foi uma demonstração de repúdio à utilização da universidade como palco de confrontos políticos e de defesa da autonomia universitária, da liberdade acadêmica e do direito de estudar sem intimidações.
O protesto ocorreu um dia depois de políticos e militantes bolsonaristas realizarem uma manifestação com carros de som nas proximidades das salas de aula, prejudicando atividades acadêmicas. Segundo denúncias de estudantes, participantes do ato provocaram confrontos, compareceram à instituição acompanhados de seguranças armados e agrediram um estudante de jornalismo. Os episódios provocaram indignação na comunidade universitária e levantaram questionamentos sobre a responsabilidade dos organizadores pela violência e pela interrupção das aulas.
A reação institucional também avançou. A UFRN anunciou a adoção de medidas administrativas e judiciais para apurar as agressões, os danos ao patrimônio público e a interrupção das atividades acadêmicas. Segundo a informação apresentada sobre a decisão do TRE-RN, o deputado General Girão e Camila Araújo foram proibidos de se aproximar da universidade, embora o teor dessa determinação ainda precise ser confirmado. A manifestação desta terça-feira deixa uma mensagem de defesa da universidade pública: divergências políticas são legítimas, mas não justificam intimidação, violência ou desrespeito ao funcionamento da instituição.