• Redação
  • 19/06/2026

Trump chama Lula de "volátil" e diz não se importar com o brasileiro; Lula respondeu que Trump não conhece o Brasil

O líder dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “não poderia se importar menos” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista publicada nesta sexta-feira (19/6), o republicano também classificou o petista como uma pessoa “muito volátil”.

“Não sou fã dele, nem desgosto. Para ser sincero, não penso nele. Não me importo. Mas ele é uma pessoa diferente agora. Muito volátil. Assisti a um discurso dele. Foi muito volátil”, declarou o republicano em entrevista ao portal Axios.

Ao ser questionado sobre a relação com Lula, Trump afirmou que não tem uma opinião forte sobre o presidente brasileiro, mas avaliou que ele mudou ao longo dos anos.


A fala ocorreu durante uma reflexão mais ampla sobre líderes mundiais. Trump citou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, como exemplo de liderança sólida e duradoura e, em seguida, mencionou Lula ao comentar que existem diferentes perfis de governantes ao redor do mundo.

Apesar da crítica, o presidente norte-americano reconheceu que chefes de Estado costumam possuir características excepcionais para alcançar o poder. “Não se chega a esse nível sem inteligência”, afirmou.

Na mesma resposta, também elogiou o presidente da China, Xi Jinping, a quem chamou de “muito inteligente”.

Troca de farpas recente

As declarações ocorreram dias após Trump afirmar, durante participação na cúpula do G7, realizada no Canadá, que o Brasil se tornou um país “politicamente difícil”.

Na ocasião, o republicano confirmou ter conversado com o petista à margem do encontro e disse ter passado “bastante tempo” com o presidente brasileiro, sem revelar detalhes da conversa.

“Tornou-se um país um pouco complicado, não é? Politicamente. Tem sido um pouco perigoso politicamente”, afirmou.

Resposta de Lula

As declarações do republicano provocaram reação imediata de Lula. Também durante o G7, o presidente brasileiro afirmou que Trump “não conhece o Brasil” e criticou o que classificou como interferência do norte-americano em assuntos internos do país.

“Se tem alguém que tem que aprender com eleições civilizadas no Brasil é o meu amigo Trump. Na próxima vez que eu encontrar o Trump, vou levar a urna eletrônica para mostrar como ela funciona”, disse.

O petista acrescentou que não vê necessidade de uma conversa bilateral neste momento, argumentando que os dois países já mantêm canais de negociação abertos para tratar de temas de interesse comum.