Thiago Rangel, deputado estadual do RJ ligado a Castro, é preso pela Polícia Federal
O deputado estadual do Rio de Janeiro Thiago Rangel (Avante) foi preso na manhã desta terça-feira (05) pela Polícia Federal na 4ª fase da Operação Unha e Carne, que apura a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas.
Nesta fase, são investigadas fraudes na compra de materiais e aquisição de serviços, como obras para reformas, pela Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (SEEDUC).
Os agentes cumprem sete mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, todas no estado fluminense. Entre as ordens judiciais, há um novo mandado de prisão contra Rodrigo Bacellar, que já está detido.
As investigações apontam para um esquema de direcionamento de contratações realizadas por escolas estaduais vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da SEEDUC.
Segundo apurado, após receber recursos públicos, os sócios ou procuradores realizavam saques e, posteriormente, depósitos ou transferências bancárias para empresas diretamente ligadas a membros do grupo criminoso. Os valores desviados eram mesclados com recursos de origem lícita em contas bancárias de uma rede de postos de combustíveis administrada pelo líder da organização.
Outras fases desta mesma ação prenderam o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar no mês passado e o desembargador Macário Júdice Neto no final de 2025.
Rangel é próximo a Bacellar e a Cláudio Castro. A filha dele, Thamires Rangel, foi nomeada aos 19 anos por Castro como subsecretaria de Ambiente e Sustentabilidade e exonerada pelo governador interino Ricardo Couto.
Em nota, a Alerj disse que "está à disposição das instituições da república no que for necessário para colaborar no esclarecimento dos fatos. A Assembleia Legislativa reforça seu compromisso com a transparência e confiança no trabalho dos órgãos competentes."