• Redação
  • 23/06/2026

Suspeita de alimentação contaminada mobiliza força-tarefa em presídios de Mossoró

Cerca de 500 detentos de unidades prisionais de Mossoró precisaram de atendimento médico após apresentarem sintomas como diarreia, vômitos e febre. Os casos foram registrados na Cadeia Pública Manoel Onofre e no Complexo Penal Agrícola Mário Negócio, que juntos abrigam aproximadamente 1,5 mil internos. Diante do aumento dos atendimentos, a Secretaria Municipal de Saúde montou uma força-tarefa com médicos, enfermeiros e técnicos para prestar assistência dentro dos próprios presídios. 

A principal linha de investigação aponta para uma possível contaminação alimentar. Relatos recebidos pelas autoridades mencionam problemas na qualidade das refeições fornecidas aos presos, levando à coleta de amostras para exames laboratoriais. A Secretaria de Administração Penitenciária também acionou equipes de fiscalização, vigilância sanitária e ouvidoria para acompanhar o caso e verificar eventuais falhas no fornecimento da alimentação. 

Apesar do elevado número de pessoas afetadas, não houve necessidade de transferências hospitalares. A estratégia adotada foi concentrar o atendimento nas próprias unidades para evitar sobrecarga na rede de saúde e dificuldades logísticas relacionadas à escolta dos detentos. Os resultados das análises laboratoriais deverão indicar se os sintomas foram causados pela alimentação ou por outro agente infeccioso.