Styvenson olha para 2030 e mantém distância de Álvaro Dias, o “plano C” Rogério Marinho
Nos bastidores da direita bolsonarista do Rio Grande do Norte, cresce a leitura de que o senador Styvenson Valentim mantém um distanciamento político de Álvaro Dias também porque nunca enxergou o ex-prefeito como a principal alternativa do grupo para o Governo do Estado. A interpretação é de que o verdadeiro projeto inicial de Rogério Marinho era a própria candidatura ao governo. Diante das dificuldades de viabilização eleitoral e da oportunidade de assumir a coordenação nacional da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério recuou. Nesse cenário, Styvenson passou a ser tratado como o “plano B”, inclusive porque chegou a sinalizar publicamente que poderia disputar o governo caso Rogério não fosse candidato.
O problema é que, quando a janela política se abriu, Styvenson também optou por não entrar na disputa estadual, preservando seu mandato no Senado e mirando o futuro nessa condição. Com isso, sobrou para Álvaro Dias o posto de candidato do campo bolsonarista ao governo do RN, consolidando-se como o chamado “plano C” do grupo. Além disso, há ainda outro fator estratégico: a percepção de que Styvenson já projeta uma candidatura ao governo em 2030. Nesse cenário, uma eventual vitória de Álvaro Dias em 2026 poderia transformá-lo justamente no principal adversário de Styvenson no futuro, ampliando as tensões silenciosas dentro do próprio campo da direita potiguar.