• Redação
  • 27/08/2026

Setembro decreta a temporada do pula-pula: por medo de perder ou compromissos não honrados, lideranças começam a abandonar barcos

Com a chegada de setembro, está decretada uma das fases mais delicadas da campanha: a temporada em que lideranças começam a pular de barco. As razões geralmente passam por dois fatores: compromissos políticos não cumpridos ou a percepção de que determinada candidatura perdeu viabilidade. Na reta final, ninguém quer carregar o custo de permanecer ao lado de quem acredita que vai perder, e prefeitos, vereadores e lideranças locais passam a recalcular apoios de olho no provável vencedor.

LARGOU CEDO DEMAIS E PERDEU FÔLEGO

É também nessa hora que aparece um erro clássico de timing eleitoral. Há candidatos que começam fortes demais, gastando recursos políticos, alianças e capacidade de mobilização muito cedo, mas chegam ao momento decisivo sem o mesmo “fôlego”. Campanha não é apenas largar bem: é sustentar força até a urna. Setembro tende a revelar quem construiu apoios sólidos e quem dependia de uma aparência de força que começa a desmanchar justamente quando cada adesão — ou abandono — passa a produzir efeito sobre as demais.