• Redação
  • 01/06/2026

SEM ESTUDO TÉCNICO E A PARTIR DE MODELO QUE GEROU CORRUPÇÃO NO PASSADO: por que a Prefeitura insiste em entregar as UPAs de Natal para organizações sociais?

A nova decisão da Justiça que suspendeu o processo de transferência das UPAs de Natal para organizações sociais trouxe à tona uma questão fundamental: por que a Prefeitura insiste em mudar o modelo de gestão sem apresentar estudos que comprovem vantagem econômica ou melhoria dos serviços? Segundo a decisão, faltam análises técnicas capazes de demonstrar que a terceirização resultará em economia de recursos, maior eficiência ou melhor atendimento à população. Além disso, o Conselho Municipal de Saúde não teria sido previamente consultado sobre uma mudança de grande impacto para o funcionamento do SUS na capital.

O questionamento se torna ainda mais relevante diante do histórico de Natal com modelos semelhantes, que no passado terminaram associados a denúncias, investigações e escândalos de corrupção. Nesse contexto, causa estranheza a insistência da gestão municipal em avançar com a proposta sem antes apresentar os estudos exigidos pelos órgãos de controle e pela própria Justiça.

Cabe lembrar que o próprio Paulinho Freire integrou, como vice-prefeito, uma administração que acompanhou experiências controversas, para dizer o mínimo, nessa área. A pergunta que permanece é: a Prefeitura está tentando resolver um problema comprovado da gestão atual ou repetir uma fórmula que já produziu resultados questionáveis no passado?