• Redação
  • 01/09/2026

Samanda Alves defende que fim da escala 6×1 saia de negociação com empresários, sem corte de salário

AGORA RN - A candidata ao Senado Samanda Alves (PT) defendeu que o fim da escala de trabalho 6×1 seja implantado por meio de uma negociação com os empresários, especialmente em estados como o Rio Grande do Norte, onde atividades que dependem do funcionamento contínuo têm participação relevante na economia.

A atual vereadora de Natal é favorável à ampliação do descanso semanal sem redução dos salários, mas reconhece a necessidade de construir alternativas para reduzir os efeitos da mudança sobre as empresas.

Samanda Alves, vereadora de Natal e candidata do PT ao Senado, durante entrevista: defesa de negociação com o setor produtivo. Foto: YouTube/Reprodução

Na avaliação de Samanda, setores como o comércio e o turismo poderiam reorganizar seus turnos para garantir dois dias de descanso aos funcionários sem interromper as atividades. A candidata mencionou a existência de experiências no setor empresarial e afirmou que novas tecnologias podem ajudar na reorganização das jornadas.

“O que eu defendo é que seja construído através de diálogo. Qual é a saída? Diálogo com o setor produtivo, para que a gente consiga implementar”, declarou.

Samanda relacionou o fim da escala 6×1 à sobrecarga enfrentada pelas mulheres, que normalmente acumulam o emprego remunerado com a maior parte das tarefas domésticas e dos cuidados com os filhos. Segundo ela, o único dia de folga frequentemente não representa descanso, pois acaba destinado à preparação de alimentos e à organização da rotina familiar.

“É uma questão que atende muitas mulheres. As mulheres que são as que menos têm o tempo para descanso, para cuidar dos seus filhos, para se cuidar, se qualificar”, declarou. “Quando a mulher trabalha seis dias e tem, teoricamente, um de folga, nunca é de folga. É para organizar a rotina da semana, a comida da semana, enfim, as quentinhas, para lavar a roupa, lavar a farda dos meninos”, completou.

A fala ocorre em meio à expectativa de votação da PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais.

A declaração foi publicada na edição desta terça-feira 1º do jornal O Correio de Hoje.