Rogério Marinho pode ter impedido a eleição de Flávio Rocha para o Senado; entenda
À luz dos resultados das urnas, uma decisão de Rogério Marinho durante a pré-campanha merece ser revisitada: o veto à candidatura de Flávio Rocha ao Senado. Coronel Hélio, nome escolhido pelo grupo bolsonarista, terminou muito próximo de Zenaide Maia e Samanda Alves, todos na casa dos 17% dos votos. Na última semana, a associação de sua candidatura à de Styvenson Valentim impulsionou seu desempenho, mas não foi suficiente para garantir a eleição. O resultado chama atenção porque Hélio, mesmo beneficiado pela mobilização bolsonarista, demonstrou dificuldades para conquistar votos além desse campo político.
Flávio Rocha, por sua vez, possuía um perfil diferente. Empresário com trajetória ligada ao Rio Grande do Norte, poderia alcançar segmentos do eleitorado que Coronel Hélio não conseguiu mobilizar. É impossível afirmar que seria eleito, mas a pequena distância entre os candidatos torna bastante plausível a hipótese de que sua presença mudaria o resultado. Rocha foi preterido por Rogério Marinho durante a pré-campanha, quando o senador preferiu apostar em Hélio. A ironia é que, ao privilegiar um nome mais identificado com o bolsonarismo, Rogério pode ter contribuído para impedir que seu próprio campo político conquistasse uma segunda cadeira no Senado.