• Redação
  • 22/04/2026

Rogério Marinho critica decisões monocráticas do STF, que já beneficiaram Flávio na rachadinha

Amado Mundo - Por Guilherme Amado - Depois de o PT propor a reforma do Judiciário em seu novo programa e o ministro Flávio Dino, do STF, escrever um artigo no mesmo sentido, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho, publicou uma nota no Instagram com alguns pontos que, para ele, deveriam ser contemplados em mudanças no Supremo.

Entre esses tópicos, Marinho citou decisões monocráticas de ministros que “mantêm liminares por anos sem análise do colegiado”. Flávio, enquanto investigado no esquema das rachadinhas da Alerj, foi beneficiado algumas vezes por decisões individuais de ministros do STF.

Em julho de 2019, Dias Toffoli atendeu a um pedido da defesa do senador e suspendeu nacionalmente inquéritos que usavam dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o que incluía a apuração da rachadinha. Em outubro de 2019, Gilmar Mendes assinou uma decisão especificamente sobre a investigação contra Flávio, suspendendo-a.

Em janeiro de 2021, Gilmar suspendeu também um julgamento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que avaliava o foro privilegiado do senador na investigação, até que o STF se manifestasse a respeito. Mais recentemente, em fevereiro de 2025, o ministro rejeitou um recurso do Ministério Público do Rio de Janeiro para reabrir o caso das rachadinhas.