Relativizando o dano das apostas, Flávio Bolsonaro diz que Congresso deve discutir fim das bets com calma após eleições
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que a discussão sobre o fim das bets no Brasil deve ser conduzida pelo Congresso Nacional com cautela e após o período eleitoral. As informações são da CNN.
A declaração ocorreu durante conversa com jornalistas. Segundo Flávio, a decisão sobre o futuro das apostas esportivas e dos jogos de quota fixa deve ser debatida pelo Legislativo sem a influência do calendário eleitoral.
“Esse é um problema que o Congresso tem que discutir com muita calma, fora da época de eleição”, afirmou o candidato.
Flávio também criticou a Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro. O senador classificou a iniciativa como uma medida de caráter populista e afirmou que ela teria sido adotada com objetivo eleitoral.
Apesar das críticas, o candidato evitou declarar que é contrário à MP. Ele lembrou que votou contra a regulamentação das bets em 2023 e defendeu que o poder público concentre esforços no combate às plataformas ilegais.
Segundo Flávio, a medida provisória possui prazo de validade e poderá perder eficácia caso não seja aprovada pelo Congresso dentro do período previsto na legislação.
O candidato também afirmou que a decisão do governo federal gera insegurança jurídica para empresas do setor e clubes de futebol que possuem contratos relacionados às apostas.
Disputa pela Presidência
Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno das eleições presidenciais contra o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. A votação está marcada para 25 de outubro.
No primeiro turno, Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%.
Na quarta-feira, o partido Novo formalizou apoio à candidatura de Flávio para o segundo turno. União Brasil e Progressistas também anunciaram apoio ao candidato após uma reunião com o senador.
Flávio afirmou ainda que, caso seja eleito, pretende implementar um governo com uma estrutura menor e ampliar a oferta de serviços públicos digitais.