Quem não atacar, perde: a eleição do RN será uma guerra de desgaste
Esqueça a ideia de uma campanha baseada apenas em obras, propostas e propaganda positiva. A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte caminha para ser definida pela capacidade de cada candidato expor as fragilidades dos adversários. Allyson Bezerra, por liderar as pesquisas, será o principal alvo. Cadu Xavier precisa crescer e reduzir as vantagens dos concorrentes. Álvaro Dias, por sua vez, terá de conter o avanço de Cadu e desgastar Allyson para permanecer competitivo.
Marqueteiros costumam preferir a propaganda positiva porque é mais fácil vender qualidades do que apontar defeitos. O problema é que eleições majoritárias não são disputadas apenas na construção de imagens, mas também na desconstrução delas. O eleitor precisa conhecer os pontos fortes e os pontos fracos de quem disputa o poder.
A campanha negativa já domina boa parte do debate político eleitoral e tende a ganhar ainda mais força. O desafio será fazer isso sem provocar o efeito bumerangue, quando o ataque aumenta a rejeição de quem ataca. Em uma eleição com três candidaturas competitivas, uma coisa parece certa: quem apostar apenas em boas notícias corre o risco de assistir à campanha passar sem conseguir mudar o jogo.