• Redação
  • 21/05/2026

Proposta apoiada por Girão, Gonçalves e João Maia abria brecha para jornada de até 52 horas semanais e foi retirada após reação negativa

A pressão pública e a repercussão negativa levaram partidos do Centrão e da direita a retirarem de tramitação a emenda que alterava a proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil. O texto, apoiado pelos deputados federais potiguares General Girão, Sargento Gonçalves e João Maia, mantinha a carga de 44 horas semanais para setores considerados essenciais e ainda permitia ampliação da jornada em até 30% mediante acordos coletivos ou individuais, o que poderia elevar o limite para 52 horas por semana. 

A emenda também previa um prazo de dez anos para que uma eventual redução da jornada entrasse em vigor, além de incentivos fiscais e redução de encargos para empresas. O recuo ocorreu após críticas de setores sindicais, parlamentares de esquerda e parte da opinião pública, que enxergaram na proposta uma descaracterização da PEC originalmente voltada à diminuição da carga horária de trabalho. Pesquisa Quaest citada no debate mostrou que a maioria dos brasileiros apoia o fim da escala 6x1.