Prefeituras comandadas pela direita são acusadas de retirar ônibus de circulação e dificultar votação no segundo turno
Prefeituras comandadas por políticos de direita estão no centro de denúncias de redução da frota de ônibus neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais. Os casos mais graves envolvem São Paulo e Salvador, mas também há reclamações em Feira de Santana, Lauro de Freitas e outras cidades brasileiras.
Em São Paulo, administrada por Ricardo Nunes (MDB), o PT denunciou que cerca de 40% da frota de ônibus não estava circulando. A Justiça determinou que 100% dos veículos fossem colocados em operação para garantir o deslocamento dos eleitores.
Em Salvador, governada por Bruno Reis (União Brasil), a situação provocou uma reação ainda mais contundente da Justiça Eleitoral. Uma fiscalização constatou que menos da metade da frota prevista para dias úteis estava em circulação. O TRE da Bahia determinou a recomposição imediata do serviço e a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. A prefeitura atribuiu parte do problema à presença de adesivos eleitorais nos veículos.
Em Feira de Santana e Lauro de Freitas, também foram apresentadas denúncias de dificuldades no transporte. A campanha de Lula pediu a ampliação do horário de votação nessas cidades. Em Feira de Santana, entretanto, a prefeitura contestou as acusações e afirmou que disponibilizou a frota equivalente à de dias úteis.
Também foram registrados problemas em Petrópolis, no Rio de Janeiro, e em municípios de Sergipe, onde houve intervenção da Justiça para garantir o transporte dos eleitores.
Diante das denúncias, o presidente Lula acusou gestores municipais de dificultarem o acesso às urnas e defendeu a responsabilização daqueles que tenham cometido crimes eleitorais. A campanha petista também solicitou a prorrogação da votação.
A redução da circulação de ônibus atinge especialmente os eleitores que dependem do transporte público.