Polícia aponta retaliação de facção como principal linha de investigação para atentado contra vereador em Mossoró
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte trabalha com a hipótese de que o atentado sofrido pelo vereador Cabo Deyvison (PL), em Mossoró, tenha sido uma retaliação de integrantes de facção criminosa em razão da atuação pública do parlamentar contra a criminalidade organizada. O ataque ocorreu durante uma transmissão ao vivo em frente a uma unidade de saúde da cidade e resultou na morte de um assessor que acompanhava o vereador no momento dos disparos.
De acordo com as investigações, os criminosos teriam escolhido o vereador como alvo devido às denúncias e posicionamentos frequentes relacionados à ação de grupos criminosos no município. A polícia também apura a participação de vários envolvidos na execução do atentado, que teria sido praticado com elevado grau de planejamento e emprego de armamento de uso restrito. Um veículo suspeito de ter sido utilizado na ação foi localizado e passou por perícia.
O caso provocou forte repercussão política e ampliou o debate sobre a influência das facções criminosas no estado. Autoridades reforçaram a necessidade de uma investigação rigorosa para identificar executores, mandantes e a motivação definitiva do crime. Enquanto isso, Cabo Deyvison segue em recuperação após ser atingido pelos disparos, e a morte de seu assessor continua sendo tratada como uma das consequências mais graves do atentado