PL articula projeto para derrubar efeitos do fim da escala 6x1 caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente
Senadores do PL já articulam uma estratégia para esvaziar os efeitos da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, caso Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial. Segundo informações da jornalista Bela Megale, de O Globo, a intenção é fazer prevalecer a proposta de jornada flexível apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). A movimentação ocorre mesmo após Flávio anunciar, nesta terça-feira (13), que votará a favor do fim da escala 6x1.
O projeto de Rogério Marinho permite contratos com remuneração pelas horas efetivamente trabalhadas, sem estabelecer a redução obrigatória da jornada semanal de 44 para 40 horas nem garantir dois dias de descanso remunerado. A proposta também admite acordos individuais entre patrões e empregados, com salários e benefícios proporcionais à carga horária. Já a PEC apoiada pelo governo Lula prevê a redução da jornada sem diminuição salarial.
De acordo com a reportagem, integrantes do PL têm procurado representantes do mercado financeiro para sinalizar que uma eventual gestão Flávio Bolsonaro buscará aprovar a alternativa de Marinho a partir de 2027. A estratégia evidencia a diferença entre o apoio eleitoral anunciado por Flávio à redução da jornada e o modelo trabalhista defendido por seus aliados. Na prática, a proposta alternativa poderá permitir jornadas menores acompanhadas de redução proporcional dos salários, em vez de assegurar a diminuição do tempo de trabalho com manutenção da remuneração.