• Redação
  • 09/09/2026

PF manda intimar Galípolo e Campos Neto para prestar depoimento sobre Banco Master

A Polícia Federal determinou a intimação do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, para que ambos prestem depoimento sobre a fiscalização do Banco Master. Além destes, a PF também requer um novo depoimento do dono do BTG Pactual, André Esteves. Eles são esperados para depor na condição de testemunhas.

Procurada pela reportagem do jornal Estadão, a defesa de Campos Neto afirmou que ainda não foi intimada e criticou o vazamento da informação. “A defesa de Roberto Campos Neto esclarece que jamais foi intimada e sequer tinha conhecimento da existência do alegado despacho de 3 de agosto. Se, de fato, existe determinação para que Roberto Campos Neto seja ouvido, é lamentável que tal informação tenha sido vazada à imprensa. Sem acesso ao documento, a defesa não tem como confirmar sua existência, autenticidade ou teor”, afirmam os advogados Pedro Ivo Velloso e Francisco Agosti.

O BTG disse que não iria comentar. O Banco Central não respondeu.

Por serem convocados na condição de testemunhas, Galípolo, Campos Neto e Esteves terão a obrigação de relatar a verdade. As intimações foram determinadas pela PF no dia 3 de agosto. A cooporação investiga a possível cooptação de dois servidores,  Belline Santana e Paulo Sérgio Souza, feita por Daniel Vorcaro. Os dois negam favorecimento indevido ou envolvimento em irregularidades relacionadas as fraudes.

“Expeça-se ofício ao Banco Central do Brasil, solicitando a apresentação dos servidores seguintes na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, conforme pauta cartorária, para audiências por videoconferência na condição de testemunhas: a) Gabriel Murica Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil; b) Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalizaçao do Banco Central do Brasil, para reinquirição”.

Na visão dos investigadores, o depoimento de Galípolo, Campos Neto e Esteves se tornou necessário depois que o ex-diretor Paulo Sérgio Souza mencionou o trio em seu depoimento à PF.