• Redação
  • 04/10/2026

PF investiga suposta interferência de Trump nas eleições brasileiras

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo (4) que a corporação investiga uma denúncia de possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras. A declaração foi dada durante uma visita ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICC). As informações são do Metrópoles.

Segundo Andrei, a PF recebeu uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) solicitando a apuração do caso. O documento foi encaminhado à área de inteligência da corporação, que ficará responsável pela investigação.

“Nós recebemos de fato uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) sugerindo a apuração de interferência externa nas eleições brasileiras, o que é crime na legislação eleitoral. Isso foi analisado pela nossa área técnica ontem (sábado) e encaminhado para a diretoria de inteligência, que é quem vai conduzir a investigação”, afirmou.

A AGU informou, em 1º de outubro, que havia acionado a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar uma denúncia sobre suposto financiamento do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de interferir nas eleições brasileiras e deslegitimar o Supremo Tribunal Federal (STF).

Até o momento, não há conclusão sobre a existência da suposta interferência. A investigação deverá analisar os elementos apresentados às autoridades.

PF apreende mais de R$ 350 mil

Durante a visita ao CICC, Andrei Rodrigues também afirmou que a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 350 mil em dinheiro vivo na manhã deste domingo. Segundo ele, os valores podem estar relacionados a crimes de compra de votos.

O diretor-geral afirmou ainda que o processo eleitoral ocorre de forma tranquila em todo o país, sem registros de ocorrências graves além das situações já esperadas para o período de votação.

PF também apura suposta ameaça à Embaixada dos EUA

Andrei Rodrigues também comentou a comunicação feita pela Embaixada dos Estados Unidos em Brasília sobre a suspensão de serviços consulares no Brasil por questões de segurança.

Em 1º de outubro, funcionários da representação diplomática foram orientados a trabalhar de casa após uma suposta ameaça.

Segundo o diretor-geral da PF, a corporação recebeu as informações e adotou medidas para verificar a existência de risco.

“Recebemos a comunicação da Embaixada dos Estados Unidos e, como é o nosso dever, atuamos para apurar alguma veracidade daqueles dados que nos foram encaminhados. Cumprimos as medidas judiciais, num processo sigiloso, e, de fato, não comprovamos nenhum elemento concreto que apontasse um risco efetivo para esta Embaixada ou para qualquer outra”, afirmou.

A investigação sobre a possível interferência estrangeira nas eleições permanece sob responsabilidade da área de inteligência da Polícia Federal.