Pesquisa da UFRN aponta que Bolsa Família contribui para permanência de mães adolescentes na escola
Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) identificou que o Programa Bolsa Família tem contribuído para reduzir a defasagem escolar entre mães adolescentes em situação de vulnerabilidade social. A pesquisa analisou trajetórias educacionais ao longo de mais de uma década e constatou que jovens beneficiárias do programa apresentaram melhores condições de permanência nos estudos quando comparadas a adolescentes com perfil socioeconômico semelhante que não recebiam o benefício.
De acordo com os pesquisadores, os resultados indicam que o impacto positivo tende a crescer conforme aumenta o tempo de permanência das famílias no programa. O levantamento destacou que, em regiões mais vulneráveis, como áreas do Semiárido Setentrional, os efeitos foram ainda mais expressivos. A análise foi realizada com base em dados da chamada Coorte de 100 Milhões de Brasileiros, permitindo acompanhar o histórico educacional das participantes ao longo dos anos.
Os autores ressaltam que a transferência de renda, associada às exigências de acompanhamento escolar, funciona como um instrumento importante para evitar o abandono dos estudos e reduzir desigualdades sociais. Embora desafios como maternidade precoce e dificuldades econômicas continuem afetando a trajetória educacional de muitas jovens, a pesquisa aponta que políticas públicas de proteção social podem desempenhar papel relevante na ampliação das oportunidades de permanência e conclusão da educação básica.