PEC 7xO, TARIFAÇO E ATAQUE AO PIX COM FOTO DE TRUMP E FLÁVIO - Álvaro e Styvenson terão de escolher entre o discurso bolsonarista e os interesses econômicos do RN
A disputa eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte ganha um novo componente após a defesa, por setores do bolsonarismo, de propostas que desregulam as regras da jornada de trabalho. Entre elas está a PEC apoiada por Rogério Marinho e assinada por Styvenson Valentim, que amplia a possibilidade de negociação direta entre patrões e empregados em jornadas de até 7 dias por semana, uma alternativa contra o debate sobre o fim da escala 6x1. Agora, porém, outra controvérsia entra no radar do debate público: as medidas comerciais adotadas pelo governo norte-americano contra produtos brasileiros e as críticas feitas por autoridades dos Estados Unidos ao sistema de pagamentos Pix.
O episódio cria um desafio político para lideranças bolsonaristas do estado. Álvaro Dias, pré-candidato ao Governo do RN, e Styvenson Valentim, pré-candidato à reeleição ao Senado, terão de esclarecer como enxergam medidas que podem afetar a economia brasileira e setores produtivos nacionais. A discussão ganha relevância porque o bolsonarismo brasileiro mantém forte identificação política com o presidente norte-americano Donald Trump, enquanto empresários e exportadores brasileiros acompanham com preocupação qualquer barreira comercial que possa prejudicar a competitividade dos produtos nacionais.
Nesse contexto, cresce a pressão para que lideranças locais explicitem suas posições. A questão central deixa de ser apenas a relação ideológica com aliados internacionais e passa a envolver interesses concretos da economia brasileira e do Rio Grande do Norte. Em um cenário de pré-campanha, eleitores e setores produtivos tendem a cobrar respostas objetivas sobre temas como proteção ao mercado nacional, defesa do Pix e impactos de eventuais restrições comerciais sobre empregos, investimentos e exportações.