• Redação
  • 10/10/2026

Paulinho Freire e Rogério Marinho estão juntos, mas já fazem cálculos diferentes para 2028 e 2030

Embora politicamente alinhados, Paulinho Freire e Rogério Marinho têm interesses distintos no segundo turno da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte. Para Paulinho, a vitória de Allyson Bezerra interessa diretamente à sua própria sucessão na Prefeitura do Natal, em 2028. O prefeito não deseja enfrentar uma disputa municipal com o PT controlando o Governo do Estado, sobretudo diante da possibilidade de uma nova candidatura de Natália Bonavides, a deputada federal mais votada do RN. Uma vitória de Cadu de Lula poderia fortalecer a estrutura política petista na capital e criar dificuldades adicionais para o grupo de Paulinho na próxima eleição municipal.

Já Rogério Marinho e o PL parecem fazer um cálculo de prazo mais longo. O horizonte é 2030, quando nomes do campo conservador poderão voltar a disputar o Governo do Estado. Nesse contexto, a neutralidade no segundo turno de 2026 pode funcionar como uma estratégia de preservação de espaço político, sem compromisso imediato com Allyson ou Cadu. A diferença é que Paulinho precisa pensar em 2028, enquanto Rogério e o PL já olham para 2030. Estão no mesmo campo político, mas seus calendários eleitorais não são necessariamente os mesmos.