PARCIAL - Decisão de Nunes Marques sobre Exército do Lula provoca crise e desconfiança dentro do TSE
A decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, de suspender o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones no WhatsApp, provocou desconforto entre ministros da Corte. Segundo informações de O Globo, integrantes do tribunal consideram que houve um atropelo das atribuições do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que já analisava uma ação sobre o mesmo assunto.
No sábado (10), Cueva havia determinado que as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro apresentassem esclarecimentos antes de uma decisão. Entretanto, a campanha de Flávio encaminhou outro pedido diretamente à Presidência do TSE, atendido por Nunes Marques em menos de 24 horas. A medida, que atingiu um canal com mais de 3 milhões de seguidores, foi interpretada por integrantes do tribunal como uma possível invasão das competências do corregedor.
O episódio ampliou um ambiente de desconfiança que já existia na Corte. Na sexta-feira (9), Nunes Marques havia interrompido três julgamentos no plenário virtual em processos nos quais já se formara maioria contrária a Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, ministros questionam a sequência de decisões e manifestam preocupação com seus efeitos sobre a credibilidade e a percepção de imparcialidade da Justiça Eleitoral. As críticas representam avaliações internas relatadas pela imprensa, não uma conclusão formal de favorecimento político.