• Redação
  • 26/10/2026

Os três desafios impopulares que Cadu não poderá evitar: controlar a folha, reformar a Previdência e reduzir os duodécimos

Eleito governador do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier terá de enfrentar três temas politicamente impopulares, mas fundamentais para reorganizar as finanças estaduais: conter o crescimento da folha de pessoal, reformar a Previdência estadual e reduzir os repasses aos demais Poderes na forma de duodécimos. O desequilíbrio fiscal limita a capacidade de investimento do Estado e compromete a prestação de serviços públicos. Não será possível construir uma gestão financeiramente sustentável sem enfrentar essas despesas estruturais. O desafio será realizar os ajustes sem comprometer direitos legalmente assegurados e serviços essenciais.

No caso dos duodécimos, uma alternativa seria discutir a responsabilização de cada Poder pelo passivo previdenciário que gera, incorporando esse custo ao debate sobre seus respectivos orçamentos. A medida exigiria análise jurídica e negociação institucional, mas permitiria enfrentar uma distorção importante: a concentração de obrigações previdenciárias no Tesouro estadual enquanto outros Poderes preservam relativa autonomia orçamentária. Cadu terá de escolher entre administrar os desequilíbrios herdados ou enfrentar o desgaste político necessário para tentar corrigi-los. A vitória eleitoral lhe oferece legitimidade para iniciar essa discussão, mas não elimina a resistência dos grupos atingidos pelas mudanças.