• Redação
  • 31/08/2026

Opositores se manifestam contra suspensão da candidatura de Renan Santos

Congresso em Foco - Flávio Bolsonaro (PL) desejou nesta segunda-feira (31) que Renan Santos (Missão) restabeleça sua candidatura após decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impôs uma série de restrições à campanha presidencial de Renan Santos (Missão).

"O presidente Bolsonaro está com suas redes sociais bloqueadas há mais de um ano e a censura não pode mais ser banalizada no Brasil!"

Flávio manifesta apoio a Renan após suspensão de candidatura.Reprodução/X


A manifestação ocorre após Toffoli determinar medidas que atingem diretamente a campanha de Renan enquanto o Tribunal analisa seu pedido de registro de candidatura. A decisão é cautelar e não representa, neste momento, o indeferimento definitivo do registro do candidato do Missão.

Em manifestação pública, o partido Novo classificou a medida como "absurda", acusou ministros de abuso de poder e comparou o tratamento dado ao candidato com o recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em episódio relacionado ao Carnaval do Rio de Janeiro.

"Não há ameaça maior à nossa democracia do que ministros que abusam do poder. A decisão de Dias Toffoli, que suspendeu a campanha de Renan Santos, é absurda."

Ao criticar Toffoli, o Novo buscou apontar o que considera uma diferença de tratamento da Justiça Eleitoral entre candidatos. "Enquanto isso, Lula fez campanha antecipada com um desfile no Carnaval do Rio, sem sofrer qualquer consequência", declarou o partido.

Novo critica suspensão de candidatura de Renan Santos.Reprodução/X

Opositores se manifestam apoio a Renan após suspensão de candidatura.Reprodução/Instagram

Renan acusa Toffoli de retaliação por protestos sobre Banco Master

Candidato do Missão atribui suspensão da campanha a manifestações que promoveu contra o ministro do STF.

Congresso em Foco

31/8/2026 16:45

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Em pronunciamento divulgado em suas listas de transmissão após a suspensão judicial de sua campanha eleitoral, o candidato à presidência Renan Santos (Missão) acusou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de agir em retaliação às manifestações promovidas por ele no primeiro semestre contra a atuação do magistrado no inquérito do Banco Master.

"A gente vai continuar lutando e a gente vai ir ao TSE para derrubar essa decisão absolutamente injusta e ilegal. A decisão é ilegal, a decisão é persecutória. (...) Eu estou pagando o preço por ter defendido o que eu defendi. Eu sei o que aconteceu", declarou.

Veja o pronunciamento:

Suspensão da campanha

Nesta segunda-feira (31), Toffoli determinou a suspensão imediata da campanha presidencial de Renan Santos. O candidato está temporariamente proibido de participar de debates, publicar conteúdo sobre sua candidatura e utilizar recursos do Fundo Eleitoral, entre outras restrições.

Toffoli é relator do pedido de registro da chapa do Missão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O julgamento estava originalmente previsto para esta noite, mas foi retirado de pauta após o ministro identificar supostos indícios de irregularidades na declaração dos perfis de Renan e de seu candidato a vice, Aroldo Medina, nas redes sociais.

Os candidatos apresentaram o pedido de registro da chapa em 7 de agosto. Posteriormente, em petições protocoladas no dia 19, informaram um total de 18 perfis em redes sociais, complementando os dados fornecidos inicialmente.

Na avaliação do relator, a alteração no número de perfis indica possível descumprimento da legislação eleitoral e das resoluções do TSE. A Justiça Eleitoral exige a apresentação dos endereços eletrônicos utilizados pelos candidatos para viabilizar a comunicação às plataformas e a adoção das providências previstas para o período eleitoral.

Renan nega

No pronunciamento, Renan negou ter cometido irregularidades na declaração dos perfis e atribuiu o envio posterior dos endereços a uma dificuldade técnica enfrentada por sua equipe de campanha.

"Falar que minhas redes foram suspensas porque eu estou abusando do poder econômico por conta de um problema técnico que centenas de outros candidatos, que se há milhares também tiveram durante o registro das candidaturas, chega a ser absurdo", afirmou.

O candidato atribuiu a decisão a uma motivação política e relacionou a liminar aos atos que promoveu contra Toffoli. "Curiosamente eu convoquei também quatro manifestações nesse último ano contra o senhor Dias Toffoli, contra o envolvimento não apenas dele, mas de todas essas pessoas no escândalo do Banco Master. (...) O nome do Dias Toffoli foi mencionado e cartazes foram feitas todas essas vezes", apontou.

Na condição de coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo que deu origem ao Missão, Renan promoveu manifestações contra a condução de Toffoli no inquérito do Banco Master. O movimento acusava o ministro de atuar de forma parcial e de tomar decisões destinadas a favorecer o controlador do banco, Daniel Vorcaro. Toffoli negou as acusações.

Em fevereiro, após entendimentos com os demais ministros do STF, Toffoli deixou a relatoria do inquérito do Banco Master. O processo foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça.