O eleitor ainda está frio, mas setembro tende a esquentar de vez a eleição
A campanha chega a setembro com uma parcela importante do eleitorado ainda distante da disputa, sobretudo nas eleições para governador e senador. É justamente nesta fase, porém, que a tendência é de aumento do interesse: a propaganda ganha intensidade, os debates repercutem mais, as campanhas ampliam a presença nas ruas e nas redes e o eleitor passa a receber um volume maior de informações sobre candidaturas que até então acompanhava superficialmente. Dados recentes da Quaest reforçam esse comportamento: 25% dos eleitores afirmam deixar para definir o voto para governador na última semana, e a decisão antecipada é ainda menor quando a disputa é para o Senado.
Por isso, setembro costuma ser um período em que mudanças nas pesquisas podem ganhar velocidade. Quanto mais perto da votação, maior tende a ser a atenção dedicada à eleição e mais relevantes se tornam acontecimentos de campanha, desempenho nos debates, propaganda eleitoral, apoios políticos e eventuais erros dos candidatos. Isso não significa que haverá necessariamente uma reviravolta, mas que o espaço para oscilações existe e pode ser maior entre candidaturas cujo eleitorado ainda não está consolidado. A fotografia de agosto, portanto, não deve ser automaticamente projetada para outubro: a partir de agora, a campanha entra no trecho em que o eleitor começa a esquentar e os números podem acompanhar esse movimento.