• Redação
  • 08/10/2026

O efeito da última semana sobre as pesquisas eleitorais no RN e as diferenças esperadas para o segundo turno

Uma diferença fundamental precisa ser compreendida: enquanto os institutos locais realizaram suas pesquisas em seus trabalhos de campo aproximadamente uma semana antes da eleição, Quaest e Atlas foram a campo no sábado, véspera do pleito, divulgando os resultados no mesmo dia, conforme registros no TSE. Isso ajuda a explicar a maior proximidade com as urnas, sobretudo para governador. Não significa necessariamente superioridade metodológica, mas diferença no momento da coleta.

Na disputa presidencial, o cenário já estava consolidado e a maioria dos institutos "acertou" porque os dados não se moveram. Nos demais cargos, não. Uma semana antes, cerca de 30% dos eleitores não tinham definido o primeiro voto ao Senado e quase metade, o segundo. O Blog do Barreto alertou: havia aproximadamente 1,5 milhão de votos ainda indefinidos.

Na última semana, ocorreu uma forte verticalização eleitoral. O eleitor saiu para votar em Lula ou Flávio Bolsonaro e reproduziu essa identificação nos demais cargos. Isso ajuda a explicar o crescimento de Cadu e de candidaturas proporcionais antes pouco expressivas nas pesquisas. No campo lulista, Samanda, Divaneide e Daniel Valença; no bolsonarista, Girão, Gonçalves e Coronel Azevedo. Todos fortemente identificados com seus respectivos polos ideológicos.

Portanto, parte das divergências não representa necessariamente erro das pesquisas, mas mudanças reais nas escolhas dos eleitores. Pesquisa é fotografia do momento, não previsão do futuro.

No segundo turno, essa flutuação tende a ser menor, como ocorreu em 2022. O eleitor já conhece os candidatos, as opções foram reduzidas e não haverá disputas proporcionais ou para o Senado. Com escolhas mais consolidadas, a tendência é de maior estabilidade nas pesquisas, embora mudanças continuem possíveis.