• Redação
  • 05/05/2026

Não basta harmonização facial no rosto: Álvaro Dias precisa “harmonizar” a engorda de Ponta Negra e as obras inacabadas em Natal

A recente reaparição de Álvaro Dias com visual renovado após harmonização facial pode até produzir efeito imediato na imagem pessoal, mas não resolve o principal passivo político que carrega para 2026. Em um cenário de disputa com nomes mais jovens, como Allyson Bezerra e Cadu Xavier, a questão central não é estética, mas de legado. A percepção pública tende a ser moldada muito mais pelas marcas da gestão do que por intervenções no rosto e, nesse ponto, os problemas acumulados em obras e decisões administrativas seguem como elementos que cobram resposta.

Se a ideia é “harmonizar” a imagem, o desafio real está na Ponta Negra, especialmente na controversa engorda da praia, hoje cercada por questionamentos técnicos, alagamentos e desgaste político. O principal cartão-postal do estado virou símbolo de críticas à execução e ao planejamento, exigindo mais do que discurso ou reposicionamento visual. Da mesma forma, obras inacabadas e promessas não entregues permanecem como ruído constante. Antes de buscar rejuvenescimento estético, Álvaro precisaria promover uma espécie de “harmonização administrativa”: reconhecer falhas, apresentar respostas técnicas e enfrentar os efeitos concretos de sua gestão porque, na política, a imagem que mais pesa não é a do espelho, mas a que fica nas ruas.