Moraes autoriza Polícia Civil a ouvir Bolsonaro na prisão domiciliar sobre arma apreendida em blitz
G1 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou nesta sexta-feira (19) que a Polícia Civil do Distrito Federal colha o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito sobre a arma de fogo apreendida em uma blitz no início da semana.
A pistola, registrada no nome de Bolsonaro, estava no carro de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que atua na segurança do ex-presidente. A arma foi apreendida por não estar acompanhada do certificado de registro.
A Polícia Civil tinha pedido a Moraes para ouvir Bolsonaro por videoconferência na próxima quarta-feira (24).
Moraes, no entanto, determinou que o depoimento seja colhido de forma presencial, no condomínio em que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, na tarde da próxima terça (23) – "uma vez que há restrição legal para uso de comunicações eletrônicas".
"Esclarece-se que a tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando", diz o ofício.
Apreensão em blitz
A arma – uma pistola Glock 9mm – seria levada para o reparo, mas foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar em Brasília na última segunda-feira (15). Uma consulta ao sistema do Exército confirmou o registro no nome do ex-presidente.
Apesar de ter documentação regular, a pistola foi recolhida pela Polícia Civil porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não estava no veículo. O caso é investigado pela Polícia Civil do DF.
➡️O carro era dirigido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e cedido à Casa Civil para atuar na segurança de Bolsonaro.
➡️O militar prestou depoimento e foi liberado. Ele afirmou à Polícia Civil que a arma estava sendo transportada porque precisava passar por reparos, e seria devolvida em seguida ao ex-presidente.
🔎 Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes por um prazo inicial de 90 dias, para que o ex-presidente se recupere de uma broncopneumonia.