Lula discursa sobre câncer de próstata, e não em defesa da pedofilia
Aos Fatos e UOL - Não é verdade que o presidente Lula (PT) defendeu a pedofilia durante um discurso em Belém (PA) na última segunda-feira (28) ao dizer que “as mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas”. O petista, na verdade, comparava os cuidados com a saúde: enquanto as mulheres realizam exames ginecológicos desde a infância, os homens fazem objeção ao exame de próstata.
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Este imundo está normalizando a pedofilia no Brasil. Canalha, mil vezes canalha!

Posts enganosos têm compartilhado um trecho descontextualizado de um discurso do presidente Lula para sugerir que ele defendeu a pedofilia ou teria normalizado o assédio em crianças.
Em sua fala, na última segunda-feira (28), em Belém, o petista se referia aos cuidados de saúde e à resistência que os homens têm de fazer o exame de próstata — também conhecido como toque:
Veja a transcrição completa da fala:
“A minha mãe morreu de câncer aos 65 anos de idade, porque naquele tempo as condições de tratamento era muito precária. E hoje eu vi uma coisa que me orgulha. Eu vi uma coisa fantástica. Nós hoje fizemos a primeira operação robótica de próstata aqui no estado do Pará e no norte do país. A primeira operação robótica.
E por que que isso é importante? Porque o homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta, ele não gosta de toque, sabe? As mulheres aprendem tomar toque desde quando é pequena. O homem não, ele é cheio de trejeito. Ele não sabe que quando ele tiver câncer de próstata vão dar muito toque nele.”
Em nenhum momento, portanto, ele defendeu ou normalizou o assédio contra crianças. Quando ele disse que as mulheres estão acostumadas com o toque, o petista se referia à consulta ginecológica que, de fato, é recomendada desde a infância.
Contatada pelo Aos Fatos, a Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República) disse que a alegação é “claramente falsa” e que “o presidente Lula historicamente condenou publicamente esse crime e sancionou leis que ampliam a proteção de crianças e adolescentes e endurecem as penas para crimes de violência e exploração sexual”.