• Redação
  • 13/10/2026

Justiça Eleitoral cobra regularização de grupo pró-Lula, mas não aplica a mesma medida a canal de Flávio Bolsonaro

O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, ligado ao deputado federal André Janones, foi alvo de medidas determinadas pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após questionamento apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro. A decisão impôs restrições ao canal de apoio ao presidente Lula, sem que medida equivalente de suspensão ou regularização tenha sido aplicada ao grupo “Tropa do Flávio”.

A suspensão inicial do canal pró-Lula chegou a ser revertida pelo corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva. Entretanto, Nunes Marques voltou a impor exigências ao grupo nesta terça-feira (13). A diferença de tratamento chama atenção porque os dois canais atuam na mobilização política e na divulgação de conteúdos eleitorais em favor de seus respectivos candidatos.

Embora a Justiça Eleitoral tenha determinado o monitoramento de canais ligados às duas campanhas, as medidas restritivas conhecidas recaíram especificamente sobre o “Exército do Lula”. O episódio levanta questionamentos sobre a uniformidade dos critérios adotados pelo TSE na fiscalização da propaganda eleitoral nas plataformas digitais.