Investigadores encontram prova de acesso ilegal a sistema da PF na casa de Henrique Vorcaro
g1 - As investigações da Operação Compliance Zero indicam que Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, contava com pessoas que atuavam em seu favor dentro da Polícia Federal, segundo documentos de inquérito preliminar obtido pelo blog.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência de Henrique Vorcaro, os investigadores encontraram uma impressão de uma captura de tela do sistema Sinapse, ferramenta de inteligência de acesso restrito e uso exclusivo da Polícia Federal.
O documento apreendido registrava uma consulta detalhada aos dados pessoais de Augusto Conte, ex-sócio de Daniel Vorcaro./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/4/t/7EmVVERZSg4t2WokIIag/henrique-vorcaro.jpg)
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução
O documento foi produzido pela Polícia Federal e encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta terça-feira (16), o ministro retirou o sigilo dos autos.
Para os investigadores, o fato de um civil estar de posse de um registro extraído de um sistema interno e sigiloso da corporação reforça a suspeita de que Henrique Vorcaro contava com colaboradores dentro da Polícia Federal.
Segundo documento de uma investigação preliminar da Polícia Federal, foi encontrado a impressão de captura de tela de um sistema interno da PF na casa de Henrique Vorcaro — Foto: Reprodução
Segundo a Polícia Federal, esses "braços" atuavam de forma ilícita em favor dos interesses do grupo, realizando pesquisas sobre pessoas consideradas estratégicas pelos investigados.
A informação consta de um ofício enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento reúne uma análise preliminar do material apreendido durante a sexta fase da Operação Compliance Zero.
De acordo com o documento, a apreensão "corrobora a hipótese (...) de que Henrique Vorcaro dispunha, em seu favor, no âmbito da Polícia Federal, de servidor(es) disposto(s) a acessar, de maneira ilícita, os sistemas internos da corporação para atender a seus interesses pessoais".
A investigação aponta que o acesso clandestino a dados sigilosos era utilizado para dar suporte às atividades da estrutura que, segundo a PF, era liderada pela família Vorcaro e pelo operador Manoel Mendes Rodrigues.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/5/V/Gm2DUbTXCsPeduK1dVbQ/printsinapse.png)