Greve dos professores de Natal segue sem acordo e impasse salarial pressiona calendário letivo
A greve dos professores e educadores da rede municipal de Natal entrou em uma nova semana sem acordo entre a categoria e a Prefeitura. A paralisação começou em 6 de agosto e foi mantida em assembleia nesta segunda-feira (17), mesmo após decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte determinar o retorno às atividades. O Município afirma manter negociações abertas, enquanto o Sinte-RN sustenta que pontos importantes da pauta continuam sem solução.
No centro da discussão salarial está a diferença entre o reajuste já concedido e o percentual reivindicado pelos trabalhadores. A Prefeitura aplicou em março aumento de 5,4%, correspondente ao reajuste do piso nacional do magistério em 2026, e iniciou o pagamento parcelado dos retroativos de janeiro e fevereiro. O sindicato, porém, reivindica mais 4,6%, buscando alcançar 10% de reajuste no ano, além de cobrar unificação das carreiras, isonomia, garantia do tempo destinado ao planejamento e melhorias na estrutura das unidades de ensino.
A continuidade da greve também aumenta a preocupação com o calendário escolar. A rede municipal possui 147 unidades e atende mais de 51 mil estudantes, e os dias sem aula precisarão ser recuperados para assegurar o cumprimento dos 200 dias letivos previstos em lei. Entre as possibilidades estão a utilização de sábados, alterações nos recessos ou o prolongamento do ano letivo. Enquanto não há entendimento, o sindicato pretende buscar uma audiência de conciliação e mantém a mobilização da categoria.