Fornecedor substituído por contrato de R$ 125 milhões denuncia calote e diz que “quem não dá 'retorno' ao gestor não recebe” na Funcarte
Uma denúncia feita durante o programa de Salatiel de Souza na 97fm lançou novas dúvidas sobre a gestão dos recursos da cultura em Natal. Um fornecedor da Funcarte afirmou que acumula créditos milionários desde 2024 sem receber da Prefeitura e alegou que determinados prestadores de serviço deixam de ser pagos porque “não dão retorno ao gestor”. O detalhe é que o denunciante atuava justamente em uma área posteriormente substituída por um contrato firmado com uma empresa de Alagoas.
A denúncia remete à contratação revelada pelo Portal O Potiguar, que mostrou a assinatura de uma ata de registro de preços de até R$ 25 milhões por ano para montagem de palcos, iluminação e estruturas de eventos, podendo alcançar R$ 125 milhões ao longo de cinco anos. A contratação ocorreu enquanto artistas, produtores culturais e fornecedores locais seguem cobrando débitos acumulados desde 2023.
O contraste entre a alegada falta de recursos para quitar dívidas com trabalhadores da cultura potiguar e a manutenção de contratos milionários para grandes eventos alimenta críticas sobre as prioridades da gestão. Mais grave ainda é a acusação de que critérios obscuros poderiam influenciar a ordem dos pagamentos, hipótese que, se confirmada, afrontaria princípios básicos da administração pública e exigiria esclarecimentos imediatos da Prefeitura de Natal e da Funcarte.