• Redação
  • 26/05/2026

Forças dos EUA realizam ataques no sul do Irã; Israel intensifica ofensiva no Líbano

As forças americanas realizaram o que o Comando Central dos Estados Unidos classificou como ataques de autodefesa no sul do Irã nesta segunda-feira, 25, “para proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas”.

Os alvos incluíam locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que tentavam instalar minas, afirmou o Capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central, em um comunicado. Ele acrescentou que os ataques ocorreram perto de Bandar Abbas, onde está localizada uma grande base naval iraniana próxima ao Estreito de Ormuz.

“O Comando Central continua a defender nossas forças, agindo com moderação durante o cessar-fogo em curso”, disse Hawkins.

Os ataques ocorrem em meio à expectativa de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Desde que o presidente americano, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo em abril, ele tem procurado forçar Teerã a aceitar seus termos para um acordo por meio de uma combinação de ameaças e operações militares limitadas.

Mas, mais de um mês depois, os contornos de um acordo que surgiu esta semana para pôr fim à guerra refletiram como a campanha de pressão não parece ter alterado decisivamente a posição do Irã sobre seu programa nuclear.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda que Teerã chegou a “entendimentos sobre uma grande parte das questões discutidas” com os Estados Unidos, mas negou que a assinatura do acordo para pôr fim à guerra seja “iminente”, segundo trechos de uma entrevista coletiva divulgada pela agência de notícias estatal iraniana Fars.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, em entrevista concedida na Índia no domingo, 24, sinalizou que o governo Trump estava preparado para aceitar um acordo provisório que não retirasse imediatamente a capacidade do Irã de produzir armas nucleares. “Não dá para fazer algo nuclear em 72 horas, rabiscando num guardanapo”, disse.

Embarcações aguardam no Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, que fica no sul do Irã; região foi alvo de ataques dos EUA nesta segunda Foto: Razieh Poudat/ISNA via AP

Ataques no Líbano

Também na nesta segunda, o Exército de Israel intensificou seus ataques no sul e no leste do Líbano, depois que o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, anunciou que buscará “esmagar” o Hezbollah, apesar da trégua em vigor desde 17 de abril.

Vários ataques tiveram como alvo localidades próximas à cidade de Tiro, assim como a região de Nabatiye, segundo a estatal Agência Nacional de Informação (ANI).

Por sua vez, a milícia radical xiita e pró-iraniana Hezbollah afirmou ter atacado com drones três quartéis e um posto militar no norte de Israel, “em resposta à violação do cessar-fogo” pelo Exército israelense.


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Dezenas de ataques israelenses também tiveram como alvo várias cidades e povoados do sul do Líbano, causando três mortes, disse a ANI.

O Exército israelense havia emitido alertas para retirada de pessoas de mais de dez localidades, situadas em sua maioria nas regiões de Jezzine e Nabatiye, além de outros avisos para a cidade de Tiro e seus arredores, incluindo o campo palestino de Rachidiye.

Na noite desta segunda, o Exército anunciou em um comunicado que havia “atacado ao longo do dia mais de 70 posições e infraestruturas do Hezbollah, utilizando cerca de 85 munições em várias áreas do Líbano”.

Os bombardeios israelenses causaram ao menos 3.185 mortes no Líbano desde o início da guerra, em 2 de março, segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde divulgado nesta segunda-feira, ou seja, 34 mortos a mais em relação ao balanço do dia anterior. / NYT E AFP