• Redação
  • 22/06/2026

Flávio vai a jogo com cerveja de R$ 100 e ingresso a R$ 180 mil

Msn.com - É a elite da elite em campo e nas arquibancadas. Daniel Vorcaro, solto, estaria lá.

Quando você consegue alcançar o bar no Estádio Azteca, no México, o atendente vira uma cerveja de 330 ml em um copo e cobra o equivalente a R$ 100.

A Anheuser-Busch InBev, maior empresa do ramo no planeta, pagou mais de U$ 100 milhões pelo patrocínio da Copa 2026, o que inclui o controle das vendas nos estádios.

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A empresa controla marcas como Budweiser, Corona, Stella Artois e todas da ex-brasileira Ambev.

Originalmente da Bélgica, ela tem cerca de 20% do mercado mundial de cervejas.

Quando o técnico brasileiro Carlo Ancelotti aparece ao lado de Ronaldo vendendo Brahma, ele está contribuindo com a multinacional belga.

A opção por empurrar a Budweiser tem a ver com o mercado estadunidense: 35% de todas as vendas do mercado bilionário são da marca.

A Bud Light é um arremedo de cerveja que parece um refresco. Tem um conteúdo de 4,2% de álcool.

Recentemente, torcedores da Escócia, que enfrenta o Brasil na quarta-feira, 24, esgotaram os estoques de cerveja na cidade-base de Boston, em Massachussetts.

As cervejas escocesas chegam a ter até 10% de álcool.

Ouvidos pela imprensa local, eles lamentaram que nos bares sobravam apenas os estoques de Bud Light.

Classe média alta nas arquibancadas

Ouvido por um entrevistador nos Estados Unidos, um torcedor do Catar confessou: viajou com tudo pago, inclusive ingressos, pelo governo do país do Golfo.

Cada federação tem direito a cerca de 8 mil ingressos por partida.

O Movimento Verde Amarelo (MVA) não é totalmente bancado pela CBF, mas tem apoio institucional.

É uma torcida brasileira que fez bandeiraço no Times Square e junto ao monumento de Rocky Balboa, na Filadélfia.

Com isso, gerou imagens para as redes sociais e a cobertura televisiva da Globo, detentora de direitos.

Não se trata, portanto, de uma torcida “espontânea” do Brasil nos Estados Unidos.

Este “entusiasmo” artificial se choca com a realidade dos estádios.

Na Cidade do México, o New York Times identificou o torcedor Francisco Orozco, de 51 anos de idade, que pagou o equivalente a R$ 50 mil por um par de ingressos:

As únicas pessoas que vêm assistir ao jogo são aquelas que têm muito dinheiro ou que pedem crédito para comprar ingressos.

Foi por isso que a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, se negou a comparecer à abertura da Copa e assistiu à partida inaugural ao lado de torcedores comuns.

Quem forneceu a Flávio Bolsonaro o (s) ingresso (s) para ver a partida de Brasil x Escócia em Miami?

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O candidato do PL vai fazer uma viagem-relâmpago aos Estados Unidos para ver a partida e apoiar o bolsonarista Neymar.

De acordo com o presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, os ingressos foram dados por um “amigo”.

No lugar nobre do estádio, as entradas para a partida estão custando U$ 35 mil no mercado paralelo, o equivalente a R$ 180 mil.