• Redação
  • 17/10/2026

Flávio Bolsonaro descarta Eduardo como chanceler e afasta possibilidade de dar cargo ao pai em eventual governo

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta sexta-feira (16), durante sabatina na TV Globo, que não pretende nomear o irmão Eduardo Bolsonaro para o Ministério das Relações Exteriores. Também declarou que a possibilidade de oferecer um cargo ao pai, Jair Bolsonaro, não faz parte de seus planos atuais. Segundo Flávio, o ex-presidente nunca manifestou interesse em integrar formalmente uma eventual administração do filho. As declarações ocorrem após especulações sobre a influência da família na composição de um futuro governo. 

A posição contrasta com manifestações recentes de Eduardo Bolsonaro, que havia se colocado à disposição para assumir um ministério e afirmado que as indicações de ministros passariam pela aprovação de Jair Bolsonaro. A possibilidade de Eduardo comandar o Itamaraty também enfrentava resistência de integrantes da ala moderada da campanha. O posicionamento de Flávio pode ser interpretado como uma tentativa de transmitir maior autonomia política e reduzir resistências entre eleitores de centro nesta reta final da eleição.

Durante a entrevista, Flávio também justificou sua mudança de posição sobre o fim da escala 6x1, afirmando que decidiu acompanhar a vontade dos trabalhadores. Na economia, prometeu que seu plano de ajuste fiscal, estimado em R$ 250 bilhões, não comprometerá aposentadorias, salário mínimo ou os investimentos mínimos obrigatórios em saúde e educação. O candidato enfrenta Lula (PT) em uma disputa apertada: pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (15) apontou 51% dos votos válidos para Flávio e 49% para o atual presidente, configurando empate técnico.