• Redação
  • 26/08/2026

EUA registram duas mortes por sarampo em meio a surto e queda na vacinação

Os Estados Unidos confirmaram as duas primeiras mortes por sarampo este ano, ambas de moradores não vacinados na Pensilvânia, marcando um retrocesso para o estado, que não via óbitos pela doença há 35 anos. As informações foram confirmadas pelo Departamento de Saúde do estado.

O país enfrenta um surto com 2.777 casos confirmados até agora, superando o total do ano passado (2.289), segundo o Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. O sarampo é um vírus altamente contagioso, transmitido pelo ar, mas prevenível pela vacina tríplice viral, existente há mais de 50 anos.

A queda na cobertura vacinal infantil nos EUA, de mais de 95% em 2020 para menos de 93% atualmente (abaixo do mínimo para proteção coletiva), impulsiona o cenário. Essa tendência se intensificou desde 2016 e durante a pandemia.

Discursos de líderes políticos como o presidente Donald Trump e de Robert F. Kennedy Jr., nomeado para a pasta da Saúde do país, impulsionam a situação.

Trump, inclusive, assinou em agosto uma ordem executiva para reformular o calendário vacinal infantil, defendendo vacinas isoladas em vez da tríplice viral, alegando riscos de morte sem apresentar dados. Ele também ressuscitou a teoria infundada de que vacinas estariam ligadas ao autismo, uma hipótese desmentida por estudos e pela Organização Mundial da Saúde.