• Redação
  • 28/05/2026

EUA e Irã chegam a acordo, mas falta aprovação final de Trump

Negociadores dos EUA e do Irã chegaram a um acordo sobre um memorando para prorrogar o cessar-fogo por 60 dias e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, mas o presidente Donald Trump ainda precisa dar a aprovação final.

A informação foi divulgada inicialmente pelo site Axios, nesta quinta-feira (28), citando duas autoridades americanas. A informação também foi confirmada por outros veículos da imprensa americana. A Casa Branca não comentou.

Segundo a reportagem do Axios, a assinatura do documento seria o avanço diplomático mais significativo desde o início da guerra. No entanto, ainda não se trata de um acordo final, que exigirá negociações ainda mais intensas para contemplar as exigências de Trump sobre o enriquecimento de urânio.

O Axios ressalta ainda que os termos estavam praticamente acertados já na terça-feira (26), mas ambos os lados ainda precisavam obter a aprovação de suas lideranças.

Segundo as fontes ouvidas pelo site, os iranianos afirmaram que estavam preparados para assinar. Do lado americano, no entanto, Trump não deu o aval imediato e disse aos mediadores que queria alguns dias para pensar a respeito.

Troca de ataques

Em meio às negociações, EUA e Irã trocaram ataques nas últimas horas. Os ataques foram limitados, mas revelam a fragilidade do cessar-fogo em vigor desde o início de abril e das tentativas diplomáticas de chegar a um acordo para encerrar a guerra.

O Irã atacou uma base aérea norte-americana nesta quinta-feira (28), depois que os Estados Unidos derrubaram na quarta (27) drones iranianos perto do Estreito de Ormuz.

Uma autoridade dos EUA disse à Reuters que os militares abateram quatro drones de ataque iranianos e atingiram uma estação de controle terrestre na cidade portuária de Bandar Abbas, que estava prestes a lançar um quinto drone.

"Essas ações foram medidas, puramente defensivas e destinadas a manter o cessar-fogo", declarou a autoridade, que pediu anonimato para falar sobre operações militares.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) disse mais tarde que tinha como alvo a base dos EUA responsável por um ataque ao território iraniano.

A IRGC, que não mencionou o nome da base, disse que qualquer repetição do que chamou de agressão levaria a uma resposta "mais decisiva".

Também nesta quinta, o Kuwait -- que abriga uma grande base dos EUA -- afirmou que foi alvo de mísseis e drones iranianos.